Ao Vivo TMC
Ao Vivo TMC
Marina Izidro
Marina Izidro
Jornalista com experiência em coberturas internacionais, Marina Izidro acompanha de perto os desdobramentos políticos, sociais e econômicos do continente europeu. Sua coluna traz as notícias mais relevantes da Europa, com foco nas movimentações do Reino Unido e da União Europeia, impactando a economia e a cultura global.

Investigação desmonta tese de quadrilha especializada e revela amadorismo em roubo no Louvre

A investigação sobre o roubo ocorrido em 19 de outubro, na área externa do Museu do Louvre, ganhou novos contornos após o avanço das apurações conduzidas pela polícia francesa. A hipótese inicial de que o crime teria sido planejado e executado por uma quadrilha altamente especializada não se confirmou. As autoridades agora trabalham com um cenário diferente, sustentado por depoimentos, análises de DNA e imagens de câmeras de segurança que modificam a compreensão sobre a atuação do grupo envolvido.

O caso teve início quando quatro homens estacionaram um caminhão equipado com guindaste ao lado do Louvre e realizaram o roubo de joias pertencentes à família de Napoleão Bonaparte. O crime ocorreu em plena luz do dia e chamou atenção pela ousadia da operação. As joias continham safiras, esmeraldas e diamantes, avaliadas em aproximadamente 88 milhões de euros. Apesar do valor estimado e da relevância histórica das peças, elas ainda não foram encontradas.

Até o momento, sete pessoas foram presas. Entre elas estão os quatro suspeitos de terem executado a ação e outros dois indivíduos investigados por participação indireta. Um dos detidos, um argelino de 35 anos, afirmou à polícia que havia sido contratado dias antes por dois homens com sotaque do leste europeu. Segundo seu depoimento, a tarefa teria sido apresentada como um roubo comum, pelo qual ele receberia 15 mil euros. Ele também declarou que, no dia da ação, não sabia que estava entrando no Louvre, acreditando se tratar de uma loja ou estabelecimento comercial qualquer.

O perfil dos demais suspeitos reforça a nova linha de investigação. Um deles é primo do argelino detido, tem 37 anos e atua como árbitro de futebol amador. Outro tem 39 anos e é descrito como uma espécie de influenciador. A identidade da quarta pessoa do grupo ainda não foi divulgada pelas autoridades. Todos são moradores de um subúrbio de Paris e têm origem africana.

Com base no material colhido ao longo das últimas semanas, os investigadores passaram a considerar que o grupo responsável pela ação não possuía trajetória criminal robusta. De acordo com informações obtidas pelas autoridades, os suspeitos deixaram diversos rastros durante a execução do roubo, o que tem levado a polícia a classificá-los como amadores. A análise de DNA encontrada no caminhão e em objetos abandonados, além das imagens captadas pelas câmeras de segurança, tem contribuído para consolidar essa interpretação.

Apesar das prisões realizadas e do avanço no entendimento sobre a dinâmica do roubo, o paradeiro das joias permanece desconhecido. Diante das circunstâncias investigativas e do tempo decorrido desde o crime, as autoridades consideram difícil prever se as peças serão recuperadas. A polícia segue concentrada na tentativa de reconstruir o caminho percorrido pelos objetos após a fuga e na identificação de eventuais receptadores, caso tenham sido envolvidos no processo.

As investigações prosseguem e novas diligências ainda devem ser realizadas para esclarecer pontos pendentes do caso. A polícia francesa trabalha para completar o mapeamento das conexões entre os suspeitos, entender o papel dos contratantes mencionados no depoimento e buscar informações que possam indicar o destino das joias roubadas.