Todo mundo está falando que o regime dos aiatolás, o Irã, mudou a estratégia. Mudou a estratégia, inclusive passando a atacar vários países da região, mesmo países árabes.
A intenção do regime é criar o maior caos possível, a desorganização maior possível na região para, inclusive, quem sabe ser um epicentro de uma possível terceira guerra mundial. O que não vai acontecer.
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A China, mesmo super interessada em que o Irã não se saia tão mal, jamais iria entrar num barco furado como esse. Mas do mesmo jeito, atacando vários países, gerando um conflito regional de maior escala, o Irã e a China também que isso manche a imagem dos Estados Unidos, que o Trump perca cada vez mais apoio dentro de casa e isso faça com que o país recue no seu ataque.
Israel não tem capacidade de manter uma guerra de desgaste com Irã durante muito tempo. Apesar de que, em junho do ano passado, na guerra de 12 dias, Israel humilhou o Irã, mostrando que quase tudo que ele fala são bravatas. A parte dos mísseis balísticos, o Irã não consegue manter nenhum seu espaço aéreo sobre sua soberania.
Portanto, a intenção é fazer muito barulho, muita propaganda, passar a imagem de que eles são vítimas, de que a sua população está sofrendo, quando na realidade, quem quer saber sabe muito bem que o regime massacra sua população sem nenhuma cerimônia. Mas ainda assim essa é a estratégia do Irã.
Em 1973, na Guerra do Perdão (ou Guerra do Youm Kippur), quando Assíria atacou o norte do de Israel e o Egito atacou o sul e quase engoliram o estado judeu.
No momento em que Israel virou o jogo, chegou a cercar um enorme exército egípcio ao sul do país de Israel, né, que não tinha nem comida, nem água. E a possibilidade de destruir Damasco se tornou possível. Os países árabes paulatinamente foram aumentando o preço do petróleo e mostrando que o petróleo é uma arma fundamental numa guerra contra países da região.
Essa tática está sendo usada agora, evidentemente, criando caos, desorganização econômica e medo. É, de novo uma tática parecida.
Perde-se no plano militar, se faz muita bravata. Mas como no horizonte o resultado não parece muito a favor, militarmente falando, do regime dos aiatolás, o que acontece é que a saída é fazer muito barulho e manchar tanto Estados Unidos quanto Israel e com isso puxar uma pressão, inclusive dos aliados da OTAN dos Estados Unidos, para que a guerra acabe.
