- Ação sobre comissão milionária de intermediação reacende polêmica que marcou a gestão Augusto Melo e agora coloca o clube oficialmente na defesa do processo
- Ação sobre comissão milionária de intermediação reacende polêmica que marcou a gestão Augusto Melo e agora coloca o clube oficialmente na defesa do processo
- Ação sobre comissão milionária de intermediação reacende polêmica que marcou a gestão Augusto Melo e agora coloca o clube oficialmente na defesa do processo
Ação sobre comissão milionária de intermediação reacende polêmica que marcou a gestão Augusto Melo e agora coloca o clube oficialmente na defesa do processo
A Justiça de São Paulo deu um novo passo no processo que envolve o Corinthians e a negociação do patrocínio da casa de apostas VaideBet. Em decisão assinada pelo juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível do Foro Central, o clube foi citado oficialmente e terá prazo de 15 dias para apresentar defesa na ação movida pelo empresário Washington de Araújo Silva.
Na prática, a decisão não julga o mérito do caso neste momento. O despacho apenas determina o andamento do processo, com a abertura do prazo para manifestação do Corinthians após a citação formal. O magistrado também decidiu não marcar audiência de conciliação entre as partes, argumentando que, pela natureza do conflito, a tentativa de acordo poderia apenas atrasar o andamento do processo.
A ação gira em torno da comissão de intermediação na negociação do patrocínio da VaideBet com o Corinthians, acordo firmado no início de 2024. O contrato previa valores que poderiam chegar a cerca de R$ 360 milhões ao longo de três temporadas, tornando-se um dos maiores patrocínios do futebol brasileiro.
Segundo a ação judicial, Washington de Araújo reivindica o pagamento de aproximadamente R$ 8,4 milhões, valor que corresponderia a cerca de um terço da comissão total estimada em 7% do contrato de patrocínio. Ele alega ter participado da intermediação que aproximou a empresa de apostas do clube.
Esse ponto do processo remete diretamente à crise política que tomou conta do Corinthians ainda em 2024, quando surgiram acusações de que a negociação teria sido feita com a participação de intermediários considerados suspeitos por parte da oposição política do clube.
Naquele momento, adversários do então presidente Augusto Melo passaram a levantar a hipótese de que um dos envolvidos na negociação seria um “intermediário laranja”, expressão usada para indicar alguém que estaria apenas formalmente no negócio enquanto outros agentes atuariam nos bastidores.
A repercussão foi grande dentro do clube e acabou gerando investigações internas e externas. O caso virou tema de debates no Conselho Deliberativo e também foi analisado por órgãos de investigação, ampliando a pressão política sobre a gestão de Augusto Melo.
Agora, com o processo tramitando na Justiça, a discussão entra definitivamente no campo jurídico. Caberá ao Corinthians apresentar sua defesa formal dentro do prazo estipulado pelo juiz, enquanto a Justiça analisará as alegações do empresário sobre sua participação na negociação.
Embora a decisão atual seja apenas processual, o andamento da ação tem potencial para trazer novamente à tona um dos episódios mais turbulentos da política recente do Corinthians, justamente o que envolveu a intermediação do acordo com a VaideBet e as suspeitas levantadas durante a gestão anterior do clube.