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Correspondente na Europa, Marina Izidro cobre os principais desdobramentos políticos e econômicos do Reino Unido e da União Europeia. Uma análise refinada sobre como os eventos globais reverberam no Brasil.

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Redes sociais, fake news e desinformação desafiam a memória do Holocausto

Nos últimos anos, há uma onda de desinformação e de fake news sobre o holocausto, sobre Hitler e é um conteúdo que chega nos jovens

Por Marina Izidro | Atualizado em
Um ramo de flores repousa sobre uma estela de concreto coberta de gelo no Memorial aos Judeus Assassinados da Europa, no Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, em Berlim, Alemanha, 27 de janeiro de 2026.
Um ramo de flores repousa sobre o concreto coberta de gelo no Memorial aos Judeus Assassinados da Europa, no Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, em Berlim, Alemanha, 27 de janeiro de 2026.

No dia 27 de janeiro de 1945 as tropas soviéticas libertaram o campo de extermínio de Auschwitz na Polônia, que era usado pela Alemanha nazista.

Em homenagem a esse marco histórico, a ONU há alguns anos designou esta data como dia internacional de lembrança, chamado de “Dia em Memória das Vítimas do Holocausto”.

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É algo muito importante em toda a Europa, é um dia de prestar homenagens, de ouvir os sobreviventes. Na Alemanha, por exemplo, o parlamento alemão faz anualmente uma cerimônia em que eles convidam o sobrevivente do holocausto para dar o seu depoimento.

Só que nos últimos anos e hoje isso tá acontecendo de novo, existe uma preocupação grande acerca desse tema e uma grande responsável são as redes sociais.

Isso porque, nos últimos anos, há uma onda de desinformação e de fake news sobre o holocausto, sobre Hitler e é um conteúdo que chega nos jovens. Então a gente tem uma nova geração que tá aprendendo errado sobre o que que aconteceu naquela época.

O Centro de Educação do Holocausto da University College em Londres fez uma pesquisa, entrevistou 2800 estudantes de escolas secundárias da Inglaterra e revelou que 60% deles viram alguma informação não verificada sobre o Holocausto no TikTok, Instagram, YouTube, quando eles nem estavam procurando.

Ainda segundo a pesquisa, 20% desses jovens disseram que confiavam muito nas redes sociais e quase 40% que não confiavam nos seus professores.

Então é comum na Europa que sobreviventes do Holocausto vão às escolas conversar com os alunos. Só que o que acontece também, esses idosos estão morrendo, então essa interação com a história verdadeira tá diminuindo.

Felizmente existem alguns projetos, eu conheço alguns aqui no Reino Unido para levar o conhecimento através da inteligência artificial e da realidade virtual. Nesses projetos, esses sobreviventes são entrevistados por vídeo, por exemplo.

É uma forma de preservar essa memória para sempre. Em datas como essa, eu acho que volta esse debate por aqui, da importância de se preservar a memória dessas pessoas e a história da humanidade.

A gente está perdendo uma briga com as redes sociais, que é o conteúdo ruim, a desinformação, a fake news, ela espalha muito mais rápido do que a parte boa. Então, a a preocupação com a desinformação online é algo muito grande por aqui.

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