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Luiz Felipe Pondé
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Filósofo de destaque, professor universitário e autor de diversos livros, Pondé é conhecido por suas análises ácidas e reflexões profundas sobre a cultura, a sociedade contemporânea e a existência humana. A coluna Sem Dó oferece uma visão crítica e sem concessões sobre os temas do cotidiano, provocando o ouvinte a pensar para além do senso comum.

Justiça dos EUA condena médicos por cirurgia de gênero em menor de idade e abre precedente

Mulher de 22 anos ganhou um processo de negligência médica por uma mastectomia dupla realizada na adolescência e recomendada por uma uma psicóloga e um cirurgião plástico

Em Nova York, nos Estados Unidos, uma mulher de 22 anos chamada Fox Varian, ganhou um processo de negligência médica por uma mastectomia dupla realizada na adolescência e recomendada por uma uma psicóloga e um cirurgião plástico.

Varian, que tinha 16 anos na época da cirurgia, foi designada como mulher ao nascer, mas na adolescência se identificava como homem.

Durante acompanhamento psicológico na adolescência, por volta dos 15 anos, a jovem começou a questionar seu gênero, de acordo com documentos judiciais. Ela mudou seu nome para Rowan, começou a usar faixas para comprimir os seios e expressou interesse em fazer a transição para seu psicólogo, Kenneth Einhorn, que a tratava há mais de dois anos, mas não tinha formação formal em atendimento a pessoas transgênero.

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Fox Varian fez a transição e, meses depois, o psicólogo encorajou a jovem a realizar a mastectomia.

Agora, aos 22 anos, ela se arrepende, diz que estava enganada e fez a “destransição”, como eles falam aqui. E o resultado é que ela foi à corte, processou o psicólogo e o cirurgião plástico que fez a cirurgia e ganhou. Eles terão que pagar para ela cerca de 2 milhões de dólares.

Agora, não houve condenação da transição de gênero no caso. Esse não foi o debate na corte. O debate foi mal prática médica ao lidar com menores, no sentido de que médicos e a psicóloga não teriam dado o processo lento, avaliado, inclusive com relação à mastectomia.

E, portanto, apesar de não ter sido uma condenação à medicina de gênero, como eles falam aqui, o que aconteceu é que isso vai abrir um precedente jurídico, de que a partir de agora outros pacientes menores de idade que se arrependam possam processar também.

O resultado, é que o seguro vai subir muito para esse tipo de procedimento, entendeu? E como no fundo é sempre dinheiro, principalmente nos Estados Unidos, a questão é sempre dinheiro, então ao subir muito os seguros, o resultado é que os procedimentos vão ficar muito caros.

O procedimento vai ficar muito caro e o resultado é que isso vai implicar num recuo na oferta de procedimentos de transição para menores.

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