Uma negociação que estava praticamente alinhada pelo departamento de futebol do Corinthians acabou sendo interrompida nos bastidores. A decisão de não avançar partiu diretamente do presidente Osmar Stábile, que optou por brecar o negócio antes da formalização final entre as partes.
De acordo com apuração, o principal ponto levantado por Stábile foi institucional. Na avaliação do presidente, não faria sentido o Corinthians concretizar uma operação com um clube que, ao mesmo tempo, é alvo de ação movida pelo próprio Timão na CNRD. Internamente, a leitura foi de que o movimento geraria contradição jurídica e política.
Além da questão envolvendo a CNRD, o contexto da negociação também esbarrou em problemas de relacionamento. O estafe do jogador Kayky não mantém boa relação com dirigentes do Corinthians, o que contribuiu para esfriar o ambiente e dificultar qualquer avanço nas conversas.
Os representantes de Kayky são os mesmos que cuidam da carreira de Furquim, outro nome que já gerou desgaste recente nos bastidores alvinegros. Esse histórico pesou na avaliação da diretoria, que enxergou risco de novos ruídos fora de campo em uma negociação que exigiria alinhamento total.
Com isso, a operação acabou sendo descartada, mesmo após sinalização positiva da área de futebol. A decisão reforça o peso da presidência nas tratativas e indica que, neste momento, o Corinthians tem adotado uma postura mais cautelosa ao considerar fatores jurídicos e institucionais antes de fechar novos negócios.
