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Marina Izidro
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Jornalista com experiência em coberturas internacionais, Marina Izidro acompanha de perto os desdobramentos políticos, sociais e econômicos do continente europeu. Sua coluna traz as notícias mais relevantes da Europa, com foco nas movimentações do Reino Unido e da União Europeia, impactando a economia e a cultura global.

Novos arquivos do caso Epstein agravam crise envolvendo príncipe Andrew

Polícia britânica investiga denúncia de que segunda mulher teria sido enviada ao país por Epstein para encontro sexual com Andrew em 2010 na residência de 30 cômodos

O ex-príncipe Andrew, que perdeu todos os seus títulos de nobreza, saiu da mansão de 30 cômodos onde morava em Windsor, no Reino Unido. A mudança ocorreu após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberar 3 mil novos arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. Os documentos mencionam Andrew de forma prejudicial à imagem da monarquia britânica.

A saída de Andrew aconteceu em meio à crescente pressão sobre a família real. Entre os documentos recém-divulgados está uma foto comprometedora que mostra o ex-príncipe em posição inadequada com uma mulher não identificada.

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A permanência na mansão vinha sendo questionada desde outubro de 2025, quando a imprensa britânica revelou detalhes do acordo habitacional firmado por Andrew. O contrato, assinado em 2003, permitia que ele morasse no local por 75 anos sem pagar aluguel, apenas os custos de manutenção. Como parte do acordo, Andrew havia feito um pagamento antecipado para reformas na propriedade.

A mansão em Windsor, avaliada em mais de 200 milhões de reais, integra o portfólio de bens da família real. A permanência gratuita de Andrew nesta propriedade valiosa aumentou a pressão sobre a monarquia britânica, especialmente após as novas revelações relacionadas ao caso Epstein.

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A polícia do Reino Unido investiga denúncias de que uma segunda mulher teria sido enviada ao país por Epstein para ter um encontro sexual com Andrew. Este suposto encontro teria ocorrido em 2010 na residência em Windsor com uma mulher não britânica que tinha aproximadamente 20 anos na época.

Quando questionado sobre os novos documentos durante uma cúpula internacional em Dubai, o príncipe Edward, irmão mais novo de Andrew, evitou comentar diretamente sobre o assunto e destacou a importância de lembrar das vítimas. Esta postura é semelhante à adotada anteriormente por Charles, indicando que a família real está claramente se posicionando contra Andrew, embora ainda precise lidar com as consequências do caso por um longo período.

Novos documentos, fotos e e-mails continuarão sendo divulgados nos próximos dias, ampliando o caso que envolve uma extensa rede de autoridades e figuras poderosas no Reino Unido e internacionalmente.

O caso tem se expandido continuamente, revelando conexões cada vez mais amplas entre figuras públicas e privadas. As revelações têm causado desconforto generalizado, expondo relações de poder utilizadas para abusar, manipular e seduzir menores de idade.

A situação atual decorre de um longo processo de investigação e divulgação de documentos comprometedores. O escândalo envolve não apenas Andrew, mas uma complexa rede de pessoas em posições de autoridade.

O que ainda não se sabe completamente é a extensão total das conexões e o número exato de envolvidos, já que as investigações continuam em andamento e novas informações surgem constantemente.

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