Gustavo Soler
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Repórter e apresentador da equipe de esportes, Gustavo Soler é o olhar atento sobre o Palmeiras. Com presença diária no clube, entrega notícias apuradas, análises de elenco e tudo o que envolve o universo alviverde.

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Obrigado, palmeirense Raphael Cavalcante Veiga

Ídolo e torcedor da Sociedade Esportiva, meio-campista se despede do clube rumo ao México

Por Gustavo Soler | Atualizado em
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Raphael Veiga oficialmente se despede do Palmeiras nesta sexta-feira (30). O jogador está a caminho do América do México, do técnico brasileiro André Jardine.

O Palmeiras libera o meia por empréstimo, sem receber nenhum valor neste primeiro momento, mas com contrato de opção de compra e valor fixado, que pode chegar até 6 milhões de dólares (cerca de R$ 32 milhões) caso Veiga cumpra com as metas contratuais.

Ídolo do Palmeiras, o camisa 23 deixa a equipe palmeirense, por opção do clube, após nove temporadas, 11 títulos conquistados e 109 gols marcados.

Aqui encerramos as informações sobre a transferência e abrimos o espaço de opinião nesta coluna

Raphael Veiga não é apenas mais um jogador saindo do Palmeiras.

Raphael Veiga é um ídolo, uma criança que realizou o sonho de todo torcedor de futebol e virou um marco na história de um dos maiores clubes do país.

Mesmo assim, os seus onze títulos conquistados, os 109 gols marcados, que o colocam como o maior artilheiro do século XXI pelo Palmeiras, os 57 gols no Allianz Parque, líder isolado neste quesito, os 12 gols em finais pelo alviverde, se transformando no atleta mais decisivo em 111 anos de Sociedade Esportiva, são pouca coisa perto da maior conquista de Raphael Veiga.

O garoto que cresceu e se forjou nas arquibancadas de cimento do antigo Palestra Itália, virou homem e realizou o maior sonho do vovô Rafael.

“O meu avô era muito palmeirense, fanático, ia a todos os jogos. Ele levou o meu pai, e meu pai me levou. O meu avô sempre falava que iria me ver jogando no Verdão, e eu concordava. Ele estava na cama da UTI, e, na última vez em que o vi, eu estava saindo e ele pediu para eu voltar. Ele disse: ‘Rapha, vou te pedir uma coisa. Joga no Palmeiras’. Eu o cumprimentei e não o vi mais. Eu optei pelo Palmeiras por vários fatores. Um deles é que eu tinha de cumprir uma promessa que fiz para o meu avô”, contou o jogador no dia da sua apresentação na Academia de Futebol, em 11 de janeiro de 2017.

E pode ter certeza, Raphael. Além de ter cumprido a promessa com o vovô Rafael, você eternizou o sobrenome Veiga na história do clube do coração da sua família.

Você é o orgulho do seu Rubens, que já se emocionou centenas de vezes passando pelos corredores dos estádios do Brasil, da América do Sul, do mundo todo ouvindo “O Veiga é fo…!”

Sim, seu Rubens! Seu filho é “fo…!”. Seu filho ostentou o P no peito desde criança, seu filho ostentou o P no peito como jogador, seu filho não deu apenas uma noite mágica ao torcedor palmeirense, mas diversas tardes, noites, dias, meses e anos mágicos para quem ostenta o P no peito. E, certamente, seu filho vai ostentar o P no peito até o fim da vida, pois essa ida ao México é apenas um até logo como jogador.

A Sociedade Esportiva Palmeiras sempre estará com a família Veiga. E a família Veiga sempre será parte da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Volte logo, Raphael Veiga. Seja para jogar por nós, seja para torcer pelos nossos. Mas volte com a certeza que os mais de 20 milhões de palmeirenses estarão sempre prontos para cantar: “Olê olê olê olá, Veiga, Veiga!”.

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