Michele Bolsonaro desembarcou na semana passada no Supremo Tribunal Federal para fazer duas conversas muito importantes pessoalmente. O périplo que a ex-primeira dama fez foi precedido de uma série de ações de aliados para que ela fosse recebida por dois ministros do STF: Alexandre de Moraes, que é relator do caso do marido dela, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, e Gilmar Mendes.
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Eu fui conversar com pessoas próximas para entender como foi que Michele se apresentou para entrar no gabinete do Alexandre de Moraes.
Quem entrou em cena foi o vice-presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Altineu Côrtes, do PL do Rio de Janeiro. Assim que o ministro voltou do exterior de viagem de férias com a família, Altineu entrou em contato, pediu uma audiência que foi concedida a ele na segunda (12/01) ou terça-feira (13/01).
O Altineu foi até o ministro, disse que a ex-primeira dama gostaria de falar com ele, se seria possível recebê-la, que ela gostaria de detalhar pessoalmente o estado de saúde e o histórico de saúde do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Para que Michele chegasse até o gabinete de Gilmar Mendes, foi acionado um político do PL, do executivo, ou seja, do governo do Mato Grosso, o estado do ministro Gilmar Mendes. O ministro também assentiu.
Michelle chegou ao Supremo Tribunal Federal com uma roupa muito austera, sem nenhuma maquiagem aparente e uma atitude muito respeitosa. Depois que os ataques ao Supremo ganharam muita atração no governo Jair Bolsonaro, uma série de medidas de segurança foram tomadas.
Segundo os relatos dos ministros aos colegas, a ex-primeira dama não foi piegas, não foi sentimentalista e fez questão de ser muito factual. Ela narrou com mais detalhes o que ela já vem dizendo em público. Que Jair Messias Bolsonaro, por conta da quantidade de remédios que tem de tomar e o refluxo, muitas vezes desperta ao longo da noite, e já era assim em casa, com desorientação.
