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Marina Izidro
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Jornalista com experiência em coberturas internacionais, Marina Izidro acompanha de perto os desdobramentos políticos, sociais e econômicos do continente europeu. Sua coluna traz as notícias mais relevantes da Europa, com foco nas movimentações do Reino Unido e da União Europeia, impactando a economia e a cultura global.

Reino Unido e Itália pedem que cidadãos deixem o Irã após ataques de EUA e Israel

Escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou reações imediatas na Europa, incluindo alertas oficiais para que cidadãos deixem o território iraniano

A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou reações imediatas na Europa, incluindo alertas oficiais para que cidadãos deixem o território iraniano. Reino Unido e Itália estão entre os países que orientaram seus nacionais a sair do país diante do risco de agravamento do conflito.

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Segundo informações divulgadas por autoridades europeias, o governo britânico retirou diplomatas do Irã e recomendou que cidadãos britânicos deixem o país enquanto houver condições seguras para isso. Além disso, Londres também emitiu alertas para que britânicos no Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos procurem abrigo imediato após ataques de retaliação do Irã contra bases militares americanas na região.

A Itália também adotou medidas preventivas e orientou seus cidadãos a deixarem o território iraniano, antecipando possíveis desdobramentos militares.

União Europeia pede moderação e proteção de civis

Líderes da União Europeia adotaram tom de cautela. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificaram os ataques como “extremamente preocupantes” e defenderam respeito ao direito internacional, além da proteção de civis.

A alta representante para Relações Exteriores da UE, Kaja Kallas, afirmou que os desdobramentos no Oriente Médio são “perigosos” e reforçou que a prioridade do bloco é garantir segurança nuclear e evitar uma escalada ainda maior.

Reações de governos europeus

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, advertiu o Irã para não atingir militares britânicos no Oriente Médio e reiterou que as forças britânicas não participam dos ataques. Ele afirmou que a prioridade é a segurança dos cidadãos britânicos na região.

Na Finlândia, o governo pediu o fim imediato das ofensivas e a retomada do diálogo diplomático. Já Holanda e Noruega apelaram por moderação, com autoridades norueguesas questionando a legalidade de ataques preventivos sob o direito internacional.

Até o momento, França, Alemanha e Itália ainda não divulgaram novos pronunciamentos oficiais após o início das operações militares.

Novo cenário de tensão

Os pedidos para que cidadãos deixem o Irã refletem o temor de uma ampliação do conflito no Oriente Médio. Com ataques e contra-ataques já registrados em diferentes países da região, governos europeus monitoram a situação e ampliam canais de assistência consular.

A movimentação diplomática indica preocupação com a segurança de estrangeiros no território iraniano e com os possíveis impactos políticos e econômicos de uma guerra regional.

Veja a análise na íntegra: