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Correspondente na Europa, Marina Izidro cobre os principais desdobramentos políticos e econômicos do Reino Unido e da União Europeia. Uma análise refinada sobre como os eventos globais reverberam no Brasil.

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Reino Unido quer evacuar 300 mil britânicos em zonas de conflito no Oriente Médio

O governo do Reino Unido intensificou esforços para evacuar cidadãos britânicos de áreas afetadas pelo conflito no Oriente Médio. Autoridades estimam que 300 mil britânicos estejam nessas regiões a trabalho ou turismo. A preocupação principal é retirar os cidadãos de áreas onde o espaço aéreo permanece fechado ou parcialmente fechado desde o último sábado. Alguns voos saindo […]

Por Marina Izidro | Atualizado em
Reino Unido condena ataques no Oriente Médio
Câmera Fotográfica O primeiro-ministro britânico Keir Starmer em pronunciamento à nação após ataques ao Irã (Foto: Jonathan Brady via Reuters)

O governo do Reino Unido intensificou esforços para evacuar cidadãos britânicos de áreas afetadas pelo conflito no Oriente Médio. Autoridades estimam que 300 mil britânicos estejam nessas regiões a trabalho ou turismo.

A preocupação principal é retirar os cidadãos de áreas onde o espaço aéreo permanece fechado ou parcialmente fechado desde o último sábado. Alguns voos saindo de Dubai e Abu Dhabi estão operando. 

Autoridades britânicas trabalham em um plano de evacuação em massa caso o espaço aéreo comercial continue fechado. A medida também será acionada se a situação piorar. Há relatos de turistas britânicos que tentaram procurar assistência consular. Eles ainda esperam resposta.

O primeiro-ministro Keir Starmer fez seu primeiro discurso no parlamento britânico desde o início dos ataques. Starmer afirmou que o governo não acredita em mudanças de regime vindas do céu, ou seja, via guerra. A declaração foi vista como uma crítica a Donald Trump.

O primeiro-ministro defendeu sua decisão inicial de não permitir o uso de bases britânicas no início do conflito. “Sei que Donald Trump não gostou, mas é dever dele definir o que é do interesse nacional do Reino Unido”, disse Starmer.

Starmer mudou de ideia no domingo seguinte. Segundo ele, a retaliação do Irã virou “ameaça ao nosso povo, aos nossos interesses e aos nossos aliados britânicos”. A oposição está usando essa situação para tentar enfraquecer Starmer. A líder do Partido Conservador afirmou que ele precisa apoiar totalmente os Estados Unidos.

Especialistas afirmam que essa situação expõe anos de falta de investimento do Reino Unido em defesa. O país hoje não teria plenas condições de entrar numa guerra.

O conflito da Ucrânia entrou no quinto ano. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, teme que com o foco no Irã, Trump esqueça dos esforços para um acordo de paz na Ucrânia.

Zelensky disse que a Ucrânia pode ficar sem as armas de fabricação americana de que precisa para bloquear ataques diários de mísseis russos. Elas estão sendo usadas contra o Irã.

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