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Marina Izidro
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Jornalista com experiência em coberturas internacionais, Marina Izidro acompanha de perto os desdobramentos políticos, sociais e econômicos do continente europeu. Sua coluna traz as notícias mais relevantes da Europa, com foco nas movimentações do Reino Unido e da União Europeia, impactando a economia e a cultura global.

Rivalidade esportiva e política marca encerramento dos Jogos de Milão-Cortina

Questão geopolítica na Itália pesou com as declarações de Donald Trump sobre o Canadá se tornar o 51º estado americano

Os Jogos de Inverno de Milão-Cortina terminaram com uma cerimônia em Verona, mas o destaque foi a final do hóquei entre EUA e Canadá. O embate gelado extrapolou as arenas, unindo tensão política e competitividade histórica no encerramento desta edição olímpica, marcada por rivalidades que vão além do esporte.

A geopolítica pesou com as declarações de Donald Trump sobre o Canadá se tornar o 51º estado americano. Esse clima refletiu no gelo, especialmente com o rumor da presença do presidente americano na arena, o que gerou desconforto entre o público, majoritariamente, canadense e europeu presente na final.

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Em quadra, os EUA venceram o Canadá na prorrogação, conquistando o primeiro título no hóquei masculino em 46 anos. O feito não ocorria desde o “Milagre no Gelo” de 1980, e os atletas, após a histórica vitória, receberam os parabéns do próprio Trump por meio de uma chamada de vídeo.

No quadro geral de medalhas, a Noruega confirmou sua hegemonia ao terminar em primeiro lugar, um feito notável para um país com menos de 6 milhões de habitantes. A Itália, anfitriã dos Jogos, alcançou um recorde de 30 medalhas, garantindo a quarta posição em uma campanha esportiva considerada fantástica.

Para o Brasil, o momento mais marcante foi o ouro inédito de Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino. Esta foi a primeira medalha da história do país em Olimpíadas de Inverno, um marco histórico que coloca o atleta brasileiro no topo do pódio e abre portas para o futuro do esporte nacional.

Agora as atenções se voltam para os Jogos Paralímpicos em março. O ciclo olímpico seguirá para Los Angeles 2028, já sob a nova presidência de Trump, e depois para os Alpes Franceses, em 2030. O encerramento em Milão-Cortina prova que o esporte é o palco onde política e superação caminham sempre juntas.

Assista à coluna da Marina Izidro no YouTube da TMC