Documentos inéditos da justiça americana de 2019 revelam que o pedido de prisão domiciliar de Jeffrey Epstein foi negado devido a uma possibilidade de fuga para o Brasil. O tribunal fundamentou a decisão na existência de uma “significativa riqueza” do financista em solo brasileiro.
O juiz acatou o argumento de que a recaptura de Epstein seria difícil, caso ele deixasse os Estados Unidos. Para o magistrado, uma fiança de 1 milhão de dólares era irrisória diante dos ativos que o bilionário mantinha no exterior, com o Brasil em destaque nos autos.
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A decisão de 33 páginas cita outros elementos de alerta, como a posse de um passaporte falso. Apenas três semanas após essa recusa judicial que negou a prisão domiciliar, Epstein foi encontrado morto na cela onde estava detido, o que alimentou teorias sobre acobertamentos.
Agora, as investigações provocam questionamentos sobre quem seriam os facilitadores ou “laranjas” que permitiram a construção dessa riqueza em território nacional. O destino desses recursos e as conexões locais permanecem como as grandes incógnitas deste caso.
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Relembre o escândalo
O caso envolvendo os chamados “arquivos Epstein” remonta a 2008, quando ele foi condenado por abuso sexual de menores, mas obteve um acordo que o livrou da prisão perpétua. Em 2019, novas acusações de tráfico sexual de dezenas de meninas levaram à prisão definitiva e posterior morte.
Recentemente, a liberação de 3 milhões de páginas de documentos expôs registros de festas e viagens envolvendo nomes como Donald Trump, Bill Clinton e Bill Gates. A divulgação ocorreu após pressão do Congresso e da opinião pública sobre o governo americano.
