A situação envolvendo Corinthians e o volante venezuelano José Martínez segue sem solução e já incomoda abertamente a comissão técnica. Dorival Júnior não esconde a insatisfação com a ausência prolongada do jogador e, principalmente, com a falta de comunicação.
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Martínez tem contrato até dezembro de 2027 e soma números relevantes desde que chegou ao clube, com participação frequente no elenco principal nas últimas temporadas. Não é um jogador periférico. Justamente por isso, o silêncio chama atenção. Mensagens não respondidas, ausência de prazos e nenhuma confirmação oficial sobre a data de retorno ao Brasil.
O argumento inicial era burocrático: regularização de documentos na Venezuela. O problema é que o tempo passou, o elenco voltou a trabalhar, a temporada começou, e a situação segue indefinida. O contexto do país, com instabilidade política e entraves administrativos, ajuda a explicar atrasos. Não explica o sumiço.
No vestiário, esse tipo de cenário pesa. Futebol profissional funciona com rotina, presença e previsibilidade. Quando um atleta desaparece do planejamento sem dar satisfação, o impacto não fica restrito à comissão técnica. O grupo percebe. E cobra.
Quando Martínez voltar, a conversa não será apenas técnica. Haverá explicações a dar. Não por desempenho, mas por postura. Em um clube que vive cobrando comprometimento, “férias estendidas” dificilmente passam sem causar algum ruído.
A situação está longe de ser tratada como normal internamente. E a paciência de Dorival Júnior, claramente, não é infinita.
