O Corinthians praticamente acertou a chegada do meia Matheus Pereira, do Fortaleza, por empréstimo até o fim da temporada. No caminho inverso, o Timão cedeu o volante Ryan, de 22 anos, também por empréstimo. Um negócio simples, direto e que, olhando com calma, faz bastante sentido para os dois lados.
Eu, particularmente, gosto do Ryan. É jogador com cara de Corinthians: raçudo, intenso, não foge de dividida, não se esconde do jogo. O problema é que só isso não sustenta espaço em time grande. Falta refino, falta leitura, falta bola em alguns momentos. E aí entra o ponto central desse empréstimo: jogar. No Fortaleza, disputando Série B e Campeonato Cearense, o Ryan vai ter minutos, responsabilidade e contexto para evoluir. Ele tem só 22 anos. Ainda dá tempo.
Do outro lado, o Corinthians recebe um jogador pronto. Matheus Pereira tem 29 anos, é mais rodado, já passou pelo futebol europeu, voltou ao Brasil e foi um dos destaques do Fortaleza na Série A de 2025. Não é aposta, é realidade. É jogador que entende o jogo, ocupa espaço, entrega mais do que promete.
Dentro do contexto atual do time do Dorival Júnior, a troca é lógica. O Corinthians vai conseguir usar muito mais o Matheus Pereira do que vinha utilizando o Ryan. E, ao mesmo tempo, não abre mão do jovem volante em definitivo, apostando na valorização dele fora daqui.
No fim das contas, é aquele tipo de negócio raro no futebol brasileiro: sem firula, sem ilusão. Um clube ganha um jogador pronto para agora. O outro recebe um jovem com potencial para desenvolver. E o Corinthians, dessa vez, parece ter entendido exatamente o que precisava.
