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Marco Bello Jr.
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Marco Bello Jr. é jornalista esportivo, com mais de 20 anos de experiência na cobertura do futebol brasileiro. Já participou de três Copas do Mundo e três Olimpíadas, além de diversos outros eventos nacionais e internacionais. É setorista especializado em Corinthians desde 2009. Atualmente, apresenta dois programas diários no Canal Meu Timão e é repórter e setorista do Corinthians e da seleção brasileira na TMC. Também atua como apresentador de um programa diário no Canal Time do Povo e é o criador e proprietário do Canal PodcasTimão, projeto digital voltado à análise dos bastidores do Corinthians.

Troca que faz sentido

Corinthians e Fortaleza fazem troca de jogadores para a temporada

O Corinthians praticamente acertou a chegada do meia Matheus Pereira, do Fortaleza, por empréstimo até o fim da temporada. No caminho inverso, o Timão cedeu o volante Ryan, de 22 anos, também por empréstimo. Um negócio simples, direto e que, olhando com calma, faz bastante sentido para os dois lados.

Eu, particularmente, gosto do Ryan. É jogador com cara de Corinthians: raçudo, intenso, não foge de dividida, não se esconde do jogo. O problema é que só isso não sustenta espaço em time grande. Falta refino, falta leitura, falta bola em alguns momentos. E aí entra o ponto central desse empréstimo: jogar. No Fortaleza, disputando Série B e Campeonato Cearense, o Ryan vai ter minutos, responsabilidade e contexto para evoluir. Ele tem só 22 anos. Ainda dá tempo.

Do outro lado, o Corinthians recebe um jogador pronto. Matheus Pereira tem 29 anos, é mais rodado, já passou pelo futebol europeu, voltou ao Brasil e foi um dos destaques do Fortaleza na Série A de 2025. Não é aposta, é realidade. É jogador que entende o jogo, ocupa espaço, entrega mais do que promete.

Dentro do contexto atual do time do Dorival Júnior, a troca é lógica. O Corinthians vai conseguir usar muito mais o Matheus Pereira do que vinha utilizando o Ryan. E, ao mesmo tempo, não abre mão do jovem volante em definitivo, apostando na valorização dele fora daqui.

No fim das contas, é aquele tipo de negócio raro no futebol brasileiro: sem firula, sem ilusão. Um clube ganha um jogador pronto para agora. O outro recebe um jovem com potencial para desenvolver. E o Corinthians, dessa vez, parece ter entendido exatamente o que precisava.