Nesta quinta-feira (19/2) acontece a primeira reunião do Conselho da Paz em Washington, em um prédio institucional que foi rebatizado para “Instituto da Paz dos Estados Unidos Donald Trump”.
O governo americano mandou uma espécie de guia com as diretrizes, horários e a logística do evento para os outros líderes que vão participar do evento.
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No meio da logística da reunião tem também instruções do que você pode falar na reunião. São presidentes estrangeiros que vão até Washington para participar desse conselho.
E o guia traz as seguintes orientações: um tempo limite para cada discurso dos presidentes de até dois minutos e o conteúdo do que cada presidente deve falar.
Ou seja, o guia diz que os presidentes devem falar que apoiam o Conselho da Paz e anunciar dinheiro para o fundo e para a reconstrução de Gaza. O conteúdo diz ainda que os presidentes devem anunciar que apoiam os planos dos Estados Unidos para Gaza.
Isso na diplomacia é inédito, você dizer a um outro país o que ele deve dizer numa conferência internacional de uma organização que supostamente supostamente cada um tem um voto.
Isso reforça a sensação de muitos países europeus, do Vaticano, do Brasil, de vários outros países, de que isso não é exatamente um conselho.
Só tem uma pessoa que manda, obviamente, Donald Trump. Ele determina quem entra ou expulsa quem ele quiser. Essa é a regra. Ele tem poder de veto nas decisões finais. E agora nós estamos descobrindo que ele também determina o conteúdo do teu discurso.
Então esse é o brinquedo que Donald Trump criou para substituir a ONU.
