Em primeiro lugar é uma honra passar a ocupar este espaço tão importante.
Até o momento em que escrevo esta coluna Juan Pablo Vojvoda não foi demitido do cargo de técnico do Santos. Mas será.
O trabalho dele não deu certo. E tempo não lhe faltou. Contratado no dia 22 de agosto ele teve inúmeras semanas cheias para treinar. Mas não houve qualquer evolução no time.
Normalmente sou contra demitir treinador. Sou contra fulanizar na pessoa do técnico todos os problemas de um time como muitos fazem. Mas há momentos em que a troca é inevitável. E o Santos está num momento assim.
O Santos ataca mal e defende mal desde o ano passado. Falta entrosamento, encaixe das peças. Vojvoda está perdido. Troca cinco, seis jogadores de uma partida para outra. E não chega a lugar nenhum.
Uma das funções mais importantes de um treinador é corrigir os defeitos do time. Ele não consegue fazer isso. O Santos toma gols sempre do mesmo jeito. E enfrenta sempre as mesmas dificuldades para organizar seu jogo ofensivo. Tem um buraco no meio campo que não é tapado nunca. E os fracassos se sucedem.
Por essas e outras razões a sua demissão é inevitável. Se não for hoje será nos próximos dias. Que ao menos tenham a sabedoria que faltou até agora na escolha do substituto.
