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114 países entregaram as revisões das metas climáticas para Acordo de Paris

Tratado assinado em 2015 define metas globais de redução de emissões e orienta o enfrentamento da crise climática

Por Maria Fernanda e Renan Honorato

Após 10 anos do Acordo de Paris, os 195 signatários teriam a oportunidade – e o dever – de rever as metas firmadas em 2015 durante a COP21, na França. Em fevereiro de 2025, os países precisavam entregar as diretrizes da NDC’s (Contribuições Nacionalmente Determinadas), prazo que foi adiado para semanas antes do início da COP30, na semana passada.

Até o momento, 114 países entregaram os resultados dos compromissos nacionais de redução de emissões e adaptações climáticas. Cada NDC define como cada país conseguirá atingir a meta de evitar o aquecimento médio global a 1,5ºC.

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A cada cinco anos, as NDCs devem ser revistadas e reformuladas com metas mais ambiciosas. Além de orientar a redução de emissões, o Acordo de Paris determina que nações desenvolvidas ofereçam apoio tecnológico e financeiro aos países em desenvolvimento, para que também possam enfrentar os impactos da crise climática.

O que foi o Acordo do Paris?

O tratado substituiu o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997 na COP3. Kyoto foi um marco na luta contra a mudança do clima, ao estabelecer metas de redução de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono.

Mas diferentemente do Acordo de Paris, o protocolo exigia compromissos somente dos países desenvolvidos, além de nunca ter sido ratificado pelos Estados Unidos, um dos maiores emissores do mundo.

Leia mais: Amazônia é trunfo do Brasil, mas Pará lidera desmatamento na região durante COP30

Atualmente, Estados Unidos, Iêmen, Irã e Líbia não fazem parte do Acordo de Paris.

O Brasil ratificou o documento em 2016 e se comprometeu a reduzir suas emissões em 43% até 2030.

Além de orientar a redução de emissões, o Acordo de Paris determina que nações desenvolvidas ofereçam apoio tecnológico e financeiro aos países em desenvolvimento, para que também possam enfrentar os impactos da crise climática.

Leia mais: COP30: segunda semana se inicia com apelos por ação imediata contra crise climática

As idas e vindas dos Estados Unidos

Durante o primeiro mandato de Donald Trump, os Estados Unidos deixaram o tratado por alegar supostos prejuízos econômicos. Principalmente, pela descoberta de novas áreas de exploração de petróleo de xisto no país.

Após perder as eleições para Joe Biden, os EUA reafirmou ao compromisso com o Acordo de Paris e, no apagar das luzes do mandato do democrata, estipulou algumas novas metas: reduzir as poluição climática dos EUA de 61 para 66% abaixo dos níveis de 2005 até 2035.

Com o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em 2025, o Estados Unidos abandonaram de uma vez o multilateralismo e saíram mais uma vez do tratado. Contudo, como a presidência da COP30 tem enfatizado, a ausência de um país não deslegitima os outros que foram.

Além disso, cidades e estados do Estados Unidos participaram da COP30 em Belém, com mais de 100 líderes regionais. A COP30 começou na semana passada em Belém (PA) e termina nesta sexta-feira (21/11). Esta é a primeira vez que o Brasil sedia a Conferência das Partes.

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