O mercado financeiro brasileiro registrou movimentos de ajuste nesta segunda-feira (23/2). O dólar encerrou cotado a R$ 5,169, com desvalorização de 0,14% frente ao real, mantendo-se no menor patamar em 21 meses, ou seja, desde maio de 2024.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em 189.015 pontos às 17h, com queda de 0,80%. Na sexta-feira o indicador havia disparado e renovado o recorde histórico, ao subir 1,06% e atingir 190.534,42 pontos.
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Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 5,191 e a mínima de R$ 5,139. Por volta das 11h30, o dólar chegou a ser cotado a R$ 5,13, no menor nível do dia.
O recuo do Ibovespa foi pressionado por realização de lucros. A forte queda das ações dos principais bancos nacionais ajudou a puxar o índice para baixo. Isso apesar da elevação dos papéis da Petrobras e da Vale, que também têm grande peso no índice. A queda indica maior seletividade dos investidores com ações ligadas ao ciclo interno, em um ambiente de juros ainda elevados.
Cenário externo influencia câmbio
Os mercados viveram o impacto, cercado de incertezas, do novo regime de tarifas de importação dos Estados Unidos, que impôs uma taxa de 15% sobre produtos globais.
A nova decisão de Trump entra em vigor nesta terça-feira (24/2) e terá validade por 150 dias.
Por fim, nesta segunda, o presidente americano afirmou que a Suprema Corte lhe deu mais poderes para aplicar tarifas sobre outros países com a decisão da sexta. Nas redes sociais, ele também ameaçou governos que recuarem de acordos comerciais após a medida judicial.
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