Mercosul e União Europeia (UE) assinaram um acordo de livre comércio que integrará 720 milhões de pessoas. A cerimônia ocorreu neste sábado (17/01) em Assunção, Paraguai. O tratado representa um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de US$ 22 trilhões e encerra um processo negociador iniciado em 1999.
O Brasil foi representado pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, na formalização do documento. O presidente Lula não compareceu ao evento em Assunção, tendo optado por realizar um encontro “solo” com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, no Rio de Janeiro, na sexta-feira (16/01).
Termos do acordo e implementação
Pelos termos estabelecidos, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% das exportações da UE ao longo de 15 anos. A União Europeia, por sua vez, removerá progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações do bloco sul-americano em um período de até dez anos.
A cerimônia contou com a presença dos demais presidentes dos países do Mercosul. Do lado europeu, além de Von der Leyen, participou o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Impactos econômicos previstos
Estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) aponta o Brasil como principal beneficiário do acordo comercial. A projeção indica impacto positivo de 0,46% no PIB brasileiro até 2040, equivalente a US$ 9,3 bilhões.
Para o Mercosul como um todo, a previsão é de crescimento de 0,2% no PIB. Já a União Europeia deve registrar aumento de 0,06% em sua economia.
Perspectivas para o Brasil
Os investimentos no Brasil devem aumentar 1,5% nos próximos 15 anos, conforme o levantamento do Ipea. Tanto as exportações quanto as importações brasileiras apresentarão crescimento estimado de 3% no mesmo período.
O acordo foi concluído devido ao interesse mútuo em fortalecer as relações comerciais entre os blocos, eliminando barreiras tarifárias e facilitando o fluxo de mercadorias e investimentos entre as regiões.
