A varejista Americanas protocolou pedido para encerrar a recuperação judicial na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (25/03). A solicitação abrange todas as empresas do grupo. A companhia alega ter cumprido as obrigações do plano aprovado pelos credores dentro do prazo legal de dois anos após a homologação.
O movimento ocorre após a fase mais crítica da crise financeira iniciada em janeiro de 2023. A decisão sobre o encerramento formal do processo depende da Justiça.
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A crise da Americanas começou em 11 de janeiro de 2023. A varejista revelou um rombo contábil bilionário causado por “inconsistências em lançamentos contábeis” nos balanços. A estimativa inicial apontava cerca de R$ 20 bilhões em irregularidades.
Sergio Rial deixou a presidência da empresa após apenas nove dias no cargo. Ele havia substituído Miguel Gutierrez. Em conferência após sua saída, Rial afirmou que “a primeira grande conclusão é que não estamos falando de um número que está fora do balanço”. Ele completou: “A questão é que ele não está registrado de forma apropriada ao longo dos últimos anos”.
Os papéis da companhia despencaram quase 80% em um único dia. A queda continuou nos pregões seguintes. Investidores pessoas físicas e institucionais correram para se desfazer das ações.
A Americanas pediu recuperação judicial em 19 de janeiro de 2023 na Justiça do Rio de Janeiro. As ações foram retiradas da B3.
Plano de recuperação
A primeira versão do plano de recuperação foi apresentada em março de 2023. O documento recebeu aprovação apenas em 19 de dezembro de 2023.
A dívida total superava R$ 50 bilhões. Desse montante, cerca de R$ 42 bilhões correspondiam a débitos concursais sujeitos à renegociação com credores.
O plano previu aporte de R$ 12 bilhões dos acionistas de referência. O trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles assumiu esse compromisso.
Venda de ativos
A Americanas vendeu a Uni.Co à BandUP! por R$ 152,9 milhões. A Uni.Co detém as marcas Imaginarium e Puket. A BandUP! foi declarada vencedora do processo competitivo judicial.
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