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Brasil negocia com China para reduzir impacto de sobretaxa na carne bovina

Salvaguarda de 55% sobre importações que ultrapassarem cota pode gerar perdas de US$ 3 bilhões ao setor

O governo brasileiro iniciou negociações com autoridades chinesas para minimizar os efeitos da salvaguarda aplicada às importações de carne bovina brasileira. A medida entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) e estabelece uma sobretaxa de 55% para volumes que ultrapassarem a cota anual de 1,1 milhão de toneladas. A restrição terá duração de três anos.

A salvaguarda foi anunciada no último dia útil de 2025 e afeta todos os países exportadores de carne bovina para o mercado chinês. Como principal fornecedor do produto à China, o Brasil enfrenta riscos de perda de competitividade e redução nas receitas.

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Segundo comunicado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as conversas com as autoridades chinesas acontecem tanto em âmbito bilateral quanto no contexto da Organização Mundial do Comércio (OMC). Esta estratégia busca soluções para atenuar os impactos da medida.

A China tomou a decisão após identificar um aumento nas importações de carne bovina. As salvaguardas são mecanismos previstos nas regras da OMC e não estão ligadas a práticas comerciais desleais, sendo aplicadas a todos os países exportadores sem distinção.

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) calcula que o Brasil poderá ter perdas de até US$ 3 bilhões em 2026 como resultado da aplicação da salvaguarda. O setor frigorífico brasileiro é diretamente afetado pela medida.

As exportações brasileiras de carne bovina devem superar US$ 18 bilhões em 2025, evidenciando a relevância econômica do setor para o país. Com a nova restrição, o desafio será manter patamares semelhantes de receita no próximo ano.

A Abrafrigo defende uma intensificação da atuação diplomática brasileira. A associação também propõe o desenvolvimento de estratégias para ampliar o acesso a novos mercados internacionais, como forma de compensar possíveis perdas no mercado chinês.

Leia mais: Brasil fecha 2025 com maior queda do dólar e melhor desempenho da Bolsa desde 2016

O Ministério da Agricultura e Pecuária acompanha a situação e participa das negociações com as autoridades chinesas. Não há informações sobre possíveis concessões ou flexibilizações que a China estaria disposta a oferecer em relação à salvaguarda.

As conversas entre Brasil e China prosseguirão nos próximos dias, com o objetivo de encontrar um equilíbrio que atenda aos interesses de ambos os países e reduza os impactos para o setor exportador brasileiro de carne bovina.

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