Montadoras da China estabelecem produção no país desde 2022. BYD, GWM, Changan, GAC, Geely e Leapmotor anunciam operações em cinco estados brasileiros. A estratégia visa escapar do imposto de importação de 35% para veículos eletrificados, que será restabelecido em julho de 2026.
A BYD iniciou fabricação em Camaçari, na Bahia, na antiga instalação da Ford. A GWM começou atividades em Iracemápolis, São Paulo, na planta que pertencia à Mercedes-Benz. A Changan prepara operação em Goiás, em parceria com a Caoa.
Conforme informações de Paula Gama, no UOL, a GAC planeja atuar no mesmo estado, em colaboração com a HPE. A Geely firmou acordo com a Renault para fabricar no Paraná. A Leapmotor vai operar em Pernambuco junto com a Stellantis.
Estudo da Bloomberg comparou um modelo chinês com um equivalente ao Tesla Model 3, ambos produzidos na China. A análise aponta diferença de cerca de US$ 4.700 no custo de produção. “A integração vertical e a escala representam cerca de 88% dessa vantagem”, explicou Golfarb.
Importação de componentes mantém vantagem de custo
Itens como baterias, semicondutores, eletrônica embarcada e sistemas digitais seguem sendo importados. O país não produz em escala esses componentes para veículos eletrificados. As montadoras chinesas vão “comprar” peças delas mesmas, reduzindo o custo sensivelmente.
O desenvolvimento dos veículos, incluindo pesquisa, engenharia e tecnologia, continua concentrado na China. Mas, fabricar um veículo no Brasil envolve carga tributária elevada, logística mais cara, juros altos e menor escala de produção. Mesmo assim, a produção local permite às montadoras escapar do imposto de importação.
A equação econômica mostra que produzir no Brasil encarece parte da operação. Isso é compensado pela redução da carga sobre importação e pela manutenção de uma base global de custos mais baixa. Os carros chineses devem continuar competitivos mesmo quando deixarem de ser importados.




