O dólar comercial fechou a R$ 5,01 nesta sexta-feira (10/04), menor cotação em dois anos. A Bolsa de Valores brasileira registrou alta, aproximando-se dos 200 mil pontos. O mercado reagiu aos dados do IPCA de março, que acelerou com os reajustes nos combustíveis.
A moeda americana recuou 1,02% nesta sexta-feira e terminou o dia cotada a R$ 5,01. O valor não era registrado desde 9 de abril de 2024, quando o dólar foi negociado a R$ 5,007. A última vez que a divisa fechou abaixo de R$ 5 foi em 27 de março de 2024.
A queda ocorreu desde a abertura das negociações até o encerramento do pregão. O movimento reflete a valorização do real frente à moeda norte-americana.
Três fatores explicam a valorização da moeda brasileira: a taxa de juros elevada no país, a entrada de recursos estrangeiros e o distanciamento dos conflitos no Oriente Médio.
Já o principal índice da Bolsa brasileira subiu 1,12% nesta sexta-feira (10/04) e encerrou aos 197.323 pontos. O resultado marca novo recorde de pontuação para o Ibovespa. Durante o pregão, o índice chegou a superar os 197.554 pontos, atingindo o maior patamar intradiário de sua história. Na sessão anterior, já havia registrado um novo recorde de fechamento, aos 195.554 pontos.
Os investimentos em carteira no mercado doméstico, por sua vez, registraram ingressos líquidos de US$ 29,3 bilhões no acumulado de 12 meses até fevereiro de 2026, segundo o Banco Central. O fluxo de capital estrangeiro tem sustentado a sequência de altas na Bolsa.
Já o contrato futuro do barril tipo Brent com vencimento para junho fechou a US$ 95,20, queda de 0,75%. O petróleo tipo WTI para maio recuou 1,33% e terminou a US$ 96,57 o barril.
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