O dólar comercial recuou 1,60% nesta segunda-feira (16/03) e encerrou as negociações a R$ 5,229. O Banco Central registrou queda de R$ 0,085 na cotação da moeda norte-americana. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 1,25% e fechou aos 179.875 pontos.
A moeda norte-americana acompanhou a tendência de desvalorização no mercado internacional. A cotação atingiu R$ 5,28 pela manhã. À tarde, despencou e encerrou próxima da mínima do dia. O índice da bolsa paulista chegou a ultrapassar os 181 mil pontos durante a sessão.
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A queda do petróleo no mercado internacional reduziu a aversão global ao risco. O movimento favoreceu ativos de países emergentes. O real teve um dos melhores desempenhos entre moedas desse grupo de nações.
O petróleo tipo Brent caiu 2,84%. O barril permanece acima de US$ 100. A commodity acumula valorização de 40% em março.
A expectativa de retomada gradual do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz provocou a queda. A rota estratégica responde por cerca de 20% da oferta global de petróleo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acesso ao estreito poderá ser restabelecido em breve. Ele indicou que há interlocutores no Irã dispostos a dialogar.
Investidores desmontaram posições defensivas criadas na sexta-feira anterior. Havia receio de escalada da guerra no Oriente Médio. A reabertura gradual do Estreito de Ormuz e as declarações de Trump aliviaram as tensões.
O Tesouro Nacional realizou duas operações de recompra de papéis. As intervenções ampliaram a liquidez. As taxas de contratos de Depósito Interfinanceiro registraram quedas superiores a 30 pontos-base em alguns vencimentos. A medida reduziu tensões na curva de juros.
A moeda norte-americana caiu após dois pregões de forte alta. A cotação havia superado R$ 5,30 e alcançado o maior nível de fechamento desde janeiro. Apesar da queda nesta segunda, o dólar acumula alta de 1,87% em março. No acumulado do ano, registra queda de 4,72% em relação ao real.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne na quarta-feira (18/03). A expectativa predominante no mercado é de corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic. Os juros passariam de 15% para 14,75% ao ano.
Parte dos analistas considera a possibilidade de manutenção da taxa. As pressões inflacionárias provocadas pela alta recente do petróleo justificariam a decisão. Mesmo com eventual redução, o diferencial de juros do Brasil continuará elevado. A atratividade do real para investidores internacionais tende a se sustentar.
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