O dólar comercial fechou o dia com alta de 1,37% encerrando o dia cotado a R$ 5,314, em meio a alta do petróleo e a intensificação das tensões no Oriente Médio.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou a sessão com queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos, sem conseguir sustentar a tentativa de recuperação do começo do pregão. O índice marcou 180.995,79 na máxima e 177.321,97 na mínima do dia. Na semana, o Ibovespa acumulou um declínio de 0,95%.
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O petróleo tipo Brent operava com alta de 2,93%, negociado a US$ 103,40 às 17h45. A valorização da commodity intensificou preocupações com inflação global persistente. Taxas de juros elevadas no cenário internacional devem se manter.
Informações sobre o retorno da circulação de navios pelo estreito de Ormuz trouxeram alívio temporário aos preços durante a sessão. Aproximadamente 20% do petróleo transportado mundialmente passa pela região.
Intervenções do BC no câmbio
A autoridade monetária vendeu US$ 1 bilhão em dólares no mercado à vista. Ofertou 20 mil contratos de swap cambial reverso, montante também equivalente a US$ 1 bilhão. A operação conhecida como “casadão” combina venda de dólares no mercado à vista com compra de dólares no mercado futuro por meio de swap reverso.
O Banco Central vendeu 50 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalentes a US$ 2,5 bilhões. A operação realizou rolagem dos contratos com vencimento em 1º de abril. A autoridade monetária renova parte das operações já existentes no mercado. Os contratos não expiram simultaneamente.
A operação amplia liquidez em períodos de estresse no mercado. Tende a produzir efeito neutro sobre o câmbio. O BC vende dólares em uma ponta e compra em outra.
O instrumento funciona como oferta de proteção cambial aos investidores. Contribui para reduzir oscilações no dólar sem utilizar reservas internacionais.




