Dólar sobe para R$ 5,26 e Ibovespa cai 3,28% com escalada de conflito no Oriente Médio

Moeda norte-americana registra alta de 1,91% após ataques de EUA e Israel contra Irã no sábado, com retaliação persa contra aliados ocidentais na região

Por Redação TMC | Atualizado em
Dólar
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O mercado financeiro brasileiro reagiu nesta terça-feira (03/03) ao agravamento das tensões entre Irã, Israel e aliados ocidentais no Oriente Médio. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,265, com alta de 1,91%. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 183.104,87 pontos, registrando queda de 3,28%.

A valorização da moeda norte-americana ocorreu após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã no sábado anterior. O país persa retaliou com ofensivas contra nações aliadas do Ocidente na região.

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Forças israelenses avançaram no sul do Líbano nesta terça-feira (03/03). A operação terrestre busca conter o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã. O Irã mantém lançamento de mísseis contra países vizinhos alinhados a Washington.

O DXY, índice que mede o valor do dólar frente às principais moedas globais, subia 0,48% às 18h30. Investidores buscaram proteção na moeda norte-americana diante da instabilidade geopolítica.

O Ibovespa chegou a cair mais de 4% durante o pregão. A recuperação parcial não impediu o fechamento com perdas expressivas.

Mercados internacionais sob pressão

As bolsas norte-americanas operaram em queda às 18h30. O Dow Jones recuou 0,78%, encerrando aos 48.523 pontos. O S&P 500 caiu 0,88%, aos 6.821 pontos. O Nasdaq teve baixa de 0,99%, aos 22.524 pontos.

O petróleo tipo Brent apresentava valorização de 5,08% às 18h33. A commodity era negociada a US$ 81,69.

Debate sobre juros

O mercado financeiro discute ao longo desta semana se o conflito no Oriente Médio influenciará a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). A reunião está agendada para os dias 17 e 18 de março.

Existe preocupação de que a elevação dos preços do petróleo gere pressão inflacionária. O movimento pode afetar a magnitude do corte de juros já indicado pelo BC (Banco Central) na última ata divulgada.

Indicadores domésticos

A agenda econômica local ficou em segundo plano. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira que o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 2,3% em 2025. O dado representa desaceleração em relação à alta de 3,4% registrada em 2024.

O Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério do Trabalho, mostrou que o Brasil abriu 112.334 vagas com carteira assinada em janeiro de 2026. O estoque de empregos formais no país alcançou 48.577.979.

Leia mais: Conflito no Oriente Médio não vai impactar redução dos juros, diz Haddad

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