Correios assinam empréstimo de R$ 12 bi com bancos para reforçar caixa

Operação com garantia da União envolve cinco instituições financeiras e visa recuperar empresa que acumula 12 trimestres de prejuízos

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Divulgação/Correios)

Os Correios assinaram um contrato de empréstimo no valor de R$ 12 bilhões com cinco instituições bancárias do país para fortalecer suas finanças.

A operação foi realizada na sexta-feira (26/12) na sede da empresa em Brasília e publicada no Diário Oficial da União neste sábado (27/12). O acordo, que tem validade até 2040, conta com garantia do governo federal.

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A transação envolve Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O Tesouro Nacional autorizou a operação na semana passada como parte do plano de reestruturação da companhia.

A estatal enfrenta dificuldades financeiras desde 2022, acumulando resultados negativos por 12 trimestres consecutivos. No primeiro semestre de 2025, a empresa registrou prejuízo de R$ 4,36 bilhões, o maior de sua história.

A garantia da União significa que, caso os Correios não consigam cumprir com os pagamentos, o governo federal assumirá as parcelas, reduzindo o risco para os bancos participantes.

Diversos fatores contribuíram para a atual situação financeira da empresa: elevação dos gastos com pessoal, mudanças no programa Remessa Conforme que afetaram as receitas com encomendas internacionais, diminuição do fluxo de caixa, crescimento das despesas com precatórios e o fato de que 85% das agências operam com resultado negativo.

O plano de reestruturação da nova gestão inclui corte de custos, Programa de Demissão Voluntária, venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos, redução da jornada de trabalho, mudanças nos planos de saúde, retorno ao trabalho presencial e lançamento de um marketplace próprio.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as taxas de juros do empréstimo ou o cronograma específico de pagamentos.

O presidente Lula atribuiu as dificuldades financeiras a uma possível “gestão equivocada” e descartou a privatização da empresa. “Enquanto eu for presidente não vai ter privatização. Pode ter construção junto com empresas. Enquanto eu estiver na presidência não vai ter privatização dessas empresas, pode ter parceria, economia mista, mas privatização não vai ter”, declarou.

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