Governo federal avalia liberar FGTS para pagamento de dívidas

Proposta é analisada em conjunto com Ministério do Trabalho e faz parte de pacote para reduzir impacto financeiro nas famílias brasileiras

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Freepik

O Ministério da Fazenda estuda permitir que trabalhadores utilizem recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos. O ministro Dario Durigan informou nesta terça-feira (07) que a proposta está em análise conjunta com o Ministério do Trabalho. A iniciativa faz parte de um pacote de ações do governo federal para combater o endividamento das famílias brasileiras.

Durigan participou de reunião com a bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados nesta terça. Ele abordou medidas para reduzir o impacto do aumento dos combustíveis e o controle do endividamento familiar.

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O Ministério do Trabalho participa da avaliação da proposta e demonstra preocupação com a preservação da saúde financeira do fundo de garantia. “Estamos avaliando isso com o Ministério do Trabalho que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, afirmou Durigan.

O governo discute um conjunto de medidas para melhorar a percepção da população sobre a economia. Durigan não apresentou detalhes específicos dos projetos em análise. O ministro explicou que as ações buscam fazer com que os brasileiros sintam os resultados econômicos em seu cotidiano. O ministro citou “a boa situação da economia brasileira” como justificativa para as medidas em estudo.

O presidente Lula (PT) reuniu-se com ministros da área econômica para discutir medidas para auxiliar famílias endividadas. Lula tem demonstrado preocupação com relatos de brasileiros cuja renda mensal é consumida quase integralmente pelo pagamento de dívidas.

O governo avalia a possibilidade de unificar todos os débitos de uma família em um único financiamento. A dívida consolidada seria substituída por um novo empréstimo com taxas de juros mais baixas. O desconto sobre o valor principal da dívida poderia chegar a 80% em determinadas situações.

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