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Fundo soberano do Azerbaijão negocia investimentos no Brasil após reuniões em Davos

Sofaz, que administra US$ 80 bilhões em ativos, busca expandir presença na América Latina e vê Brasil como porta de entrada

O Fundo Estatal do Petróleo da República do Azerbaijão (Sofaz) está negociando investimentos no mercado brasileiro. As tratativas com representantes do setor financeiro na Faria Lima começaram há cerca de seis meses e foram retomadas durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, nesta terça-feira (20/01).

O fundo azerbaijano, que administra aproximadamente US$ 80 bilhões em ativos, busca expandir sua presença na América Latina e vê o Brasil como principal porta de entrada para a região. Uma característica particular do Sofaz é a obrigatoriedade de aplicar seus recursos apenas em ativos fora do território azerbaijano.

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A movimentação do fundo se alinha à tendência global de diversificação de investimentos. O cenário internacional, caracterizado por relações bilaterais e menor previsibilidade dos Estados Unidos, tem incentivado fundos soberanos a distribuir seus ativos em diferentes mercados.

Este movimento de diversificação começou em 2025 e continua forte até o momento atual.

Brasil atrai investidores internacionais

O país se destaca como destino de investimentos por combinar democracia estável, grande população, mercado de capitais funcional e matriz energética limpa. Além do fundo azerbaijano, o Brasil já recebe aportes de outros fundos soberanos, como os da Noruega, Abu Dhabi e Cingapura.

Perfil e distribuição dos investimentos

Criado em 1999, o Sofaz tem como finalidade gerenciar as receitas da indústria petrolífera do Azerbaijão. Sua carteira atual inclui investimentos em renda fixa, ações, ouro, imóveis e infraestrutura.

Dados do terceiro trimestre de 2025 mostram que a distribuição geográfica dos investimentos do fundo concentra-se principalmente na Europa (29,1%) e América do Norte (24,8%). O restante está alocado na Ásia (8,5%), Oriente Médio (1,4%) e Oceania (1%). A América Latina representa apenas 0,1% do portfólio total.

“O Azerbaijão é um país pequeno, mas bem estável, bem administrado e não tem dívida”, afirmou um executivo envolvido nas negociações.

Leia mais: Exportação de café do Brasil cai em 2025, mas bate recorde em receita

Os setores específicos que receberiam os investimentos do fundo azerbaijano no Brasil ainda não foram divulgados, assim como o volume de recursos que seria destinado ao país.

A previsão é que as conversas entre o Sofaz e representantes do mercado brasileiro progridam nos próximos meses, fortalecendo a estratégia do fundo de ampliar sua atuação na América Latina.

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