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Haddad diz que economia será de R$ 0,62 por litro no preço do diesel na bomba

“Estamos criando um equilíbrio entre produtores e consumidores. Os produtores [de petróleo] que estão auferindo lucros extraordinários [com o aumento do barril] vão contribuir com esse imposto de exportação temporário”, disse o ministro

Por Redação TMC | Atualizado em
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva sobre medidas para reduzir o impacto da oscilação do preço internacional do petróleo sobre o diesel no Brasil
Câmera Fotográfica Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (12/03), que a redução no preço do diesel na bomba será de R$ 0,62 por litro com as medidas anunciadas, que preveem a subvenção aos produtores e importadores do combustível e a isenção dos impostos federais PIS/Cofins sobre o combustível – ambas serão compensadas com um imposto temporário sobre a exportação de petróleo.

“Estamos criando um equilíbrio entre produtores e consumidores. Os produtores [de petróleo] que estão auferindo lucros extraordinários [com o aumento do barril] vão contribuir com esse imposto de exportação temporário, para mitigar efeitos da guerra ao consumidor”, disse Haddad.

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A medida foi decidida em reunião de emergência realizada no Palácio da Alvorada na última quarta-feira (11/03) e anunciada pelo presidente Lula em um evento realizado hoje.

“Essa coletiva é uma reparação para o que acontece no Brasil e no mundo, muito causado pela irresponsabilidade das guerras no mundo, o preço do petróleo está fugindo ao controle, isso significa aumento de combustível, e nos EUA já subiu 20%”, afirmou Lula.

No mesmo evento, Haddad disse ainda que as medidas anunciadas são independentes e não interferem na política de preços da Petrobras PETR4.SA, acrescentando que as iniciativas não mudam estruturalmente a política fiscal do governo.

Impacto da guerra

A eclosão do conflito no Irã há menos de duas semanas, com ataques ao país por Israel e Estados Unidos, levou a fortes variações da cotação do petróleo. A cotação do Brent se aproximou de US$120 nesta semana, passou a cair após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que a guerra poderia acabar em breve, mas voltou a ultrapassar US$100 nesta quinta-feira.

A alta desta quinta-feira é observada a despeito do anúncio da Agência Internacional de Energia de um plano para liberar um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo de seus estoques para reduzir a pressão da cotação internacional.

Dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) divulgados nesta quinta-feira apontam que o preço médio do diesel vendido pela Petrobras em suas refinarias a distribuidoras está com uma defasagem de 50% em relação à paridade de importação.

O dólar, que também impacta o custo de combustíveis no país, registrou alta na semana passada, vinha recuando nos últimos dias, e operava em alta nesta quinta-feira, a R$5,21 no início da tarde.

Em meio ao conflito, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) havia pedido ao governo nesta semana medida emergencial para a redução imediata e temporária das alíquotas de tributos federais incidentes sobre a importação, produção, distribuição e comercialização de óleo diesel no país.

Segundo documento da CNA, os tributos federais adicionam aproximadamente 10,5% no valor do diesel comercializado no país.

*com informações da Agência iNFRA e Reuters

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