O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (17) em alta de 0,30%, aos 180.409,73 pontos, registrando um ganho de 534,29 pontos. O retorno ao patamar dos 180 mil pontos reflete uma melhora nas perspectivas globais e o posicionamento de investidores antes da “Super Quarta”.
O principal motivador do otimismo foram as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que as ações militares no Oriente Médio devem durar apenas “mais algumas semanas”. A morte de figuras-chave do regime iraniano, como o chefe de segurança Ali Larijani, reforçou a aposta do mercado em um desfecho menos prolongado para o conflito.
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Segundo Bruno Perri, estrategista e sócio-fundador da Forum Investimentos, o cenário doméstico também oferece suporte ao índice. “Fica claro que os mercados se beneficiam de uma melhora de perspectivas no conflito. Dentre os fatores locais, a expectativa de parte do mercado de que o Copom cortará a Selic amanhã colabora para o otimismo. Além disso, temos um movimento de recuperação nas ações de tecnologia após as quedas recentes”, analisa o economista.
No radar corporativo, a Petrobras e a Prio figuraram entre as altas, beneficiadas pela valorização da commodity. A CSN também avançou com a expectativa de venda de sua unidade de cimentos para desalavancagem, enquanto a Natura subiu impulsionada por resultados trimestrais positivos.
Na ponta oposta, a Cosan sofreu com a crise de alavancagem na Raízen e o Magazine Luiza passou por uma correção técnica após ganhos expressivos em sessões anteriores.
Dólar tem queda e fecha abaixo de R$ 5,20
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,58%, cotado a R$ 5,199. A moeda chegou a tocar a mínima de R$ 5,177 durante o pregão, refletindo o alívio diplomático e a entrada de fluxo estrangeiro.
Para conter a volatilidade, o Banco Central manteve sua atuação no mercado, realizando leilões de swap cambial para a rolagem de vencimentos de abril.
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