O Brasil alcançou um novo recorde de inadimplência, com 81,7 milhões de pessoas endividadas, segundo dados divulgados pela Serasa.
Com esse dado alarmante, o país registra um número recorde com a maior quantidade de inadimplentes de toda a série histórica.
Os números apontam concentração de dívidas em algumas regiões específicas do país, além do crescimento de nomes negativados em faixas etárias específicas.
Desigualdade regional marca avanço das dívidas
O mapa da inadimplência indica que estados da região Norte concentram algumas das maiores taxas proporcionais de endividados. Esse recorte regional evidencia uma pressão maior sobre populações com menor renda média e acesso mais restrito a créditos com taxas mais baixas.
A região Norte concentra as maiores taxas proporcionais de inadimplência, com as capitais como Manaus (58,81%), Porto Velho (52,11%) e Macapá (64,27%) aparecendo entre as mais endividadas.
Em contraponto, a região Sul aparece como a menos endividada. O dado é impulsionado por Santa Catarina, que registrou a menor taxa de inadimplência do país (39,87%). Paraná (44,89%) e Rio Grande do Sul (45,39%) apresentaram taxas dentro da média das demais regiões.
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Saiba os tipos de dívida e perfil dos inadimplentes
Entre os principais tipos de dívida, o cartão de crédito aparece como o maior vilão das finanças (26,8%), seguido por contas básicas como energia, água e gás (21,4%).
O índice ainda apresenta que as dívidas com financeiras representam 20,3% do endividamento, seguido por serviços (11,6%).
O perfil dos inadimplentes é majoritariamente formado por adultos com idades entre 41 e 60 anos, representando 35,6%, seguido pela população entre 26 e 40 anos (33,5%) e jovens entre 18 e 25 anos (11,1%). As mulheres lideram o ranking com representação de 50,6%, enquanto os homens registraram 49,4%.
Alta prolongada pressiona soluções de renegociação
A sequência de crescimento da inadimplência reforça o desafio para políticas públicas e iniciativas de renegociação. Em um cenário de pressão, programas de regularização como o Desenrola ganham protagonismo como alternativa para conter o avanço das dívidas.
Recentemente, o Ministério da Fazenda revelou que estuda a possibilidade de liberar os recursos do FGTS para quitar débitos atrasados.
A medida foi anunciada pelo ministro Dario Durigan, que indicou que o governo federal está criando um pacote de ações para combater o endividamento das famílias brasileiras.




