Investidores estrangeiros direcionaram R$ 25,5 bilhões para a B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) durante o ano de 2025. O montante foi registrado nesta terça-feira (6) em relatório oficial da instituição. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, valorizou 33,95% no período, marcando seu melhor desempenho anual desde 2016.
O resultado representa uma reversão significativa em comparação a 2024, quando houve retirada de R$ 32,1 bilhões por investidores internacionais. Apesar do saldo positivo, o valor ficou abaixo do registrado em 2023, quando a entrada líquida alcançou R$ 44,9 bilhões.
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Ao considerar as operações de follow-on, nas quais empresas já listadas emitem novas ações para captar recursos, o saldo total de investimento estrangeiro chegou a R$ 26,9 bilhões. Esse capital beneficiou principalmente o mercado secundário da B3.
A atração de recursos externos para o Brasil ocorreu em um cenário de redução das taxas de juros pelo Fed (Banco Central dos Estados Unidos). As taxas americanas foram reduzidas para o intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, diminuindo a rentabilidade dos títulos públicos norte-americanos.
“Os vetores inflacionários permanecem adversos”, declarou o Banco Central brasileiro ao analisar o cenário econômico atual, destacando que esses fatores afetam especialmente a inflação de serviços.
A política comercial dos Estados Unidos também influenciou o fluxo de investimentos globais, levando agentes financeiros e bancos centrais de diversos países a reduzirem sua exposição ao dólar. O aumento do endividamento americano e episódios de paralisia governamental nos EUA contribuíram para os movimentos nos mercados financeiros internacionais.
No Brasil, o BC elevou a taxa Selic para 15% ao ano em junho de 2025, patamar que se mantém até o momento. A autoridade monetária defende um aperto monetário prolongado para conduzir a inflação ao centro da meta de 3%.
O IBGE divulgou em 30 de dezembro que a taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor nível desde o início da série histórica em 2012. O Banco Central brasileiro observou que o mercado de trabalho apresenta sinais “incipientes” de desaquecimento.
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As projeções do mercado financeiro indicam que o dólar deverá encerrar 2026 cotado a R$ 5,50. Em 30 de dezembro, o BC informou que o deficit nominal acumulado em 12 meses do setor público consolidado, que inclui União, Estados, municípios e estatais, totalizou R$ 1,027 trilhão em novembro.
A dívida bruta do Brasil aumentou para 79% do PIB no mês passado, ultrapassando R$ 10 trilhões. Analistas do mercado financeiro preveem aumento dos gastos públicos em 2025 devido ao ciclo eleitoral.
