Dólar cai a R$ 5,00 e Ibovespa bate recorde com inflação de março acima do esperado

Principal índice da bolsa brasileira avançava 1,17%, aos 197.414 pontos, renovando recorde intradiário

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Unsplash)

Poucas horas após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, o mercado operava com um recuo do dólar, que chegou a ser negociado a R$ 5,00, o menor valor em dois anos. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 1,17%, aos 197.414 pontos, renovando recorde intradiário.

Na quinta-feira, a moeda americana havia caído 0,78%, fechando a R$ 5,0629. O índice da bolsa brasileira havia subido 1,52%, encerrando aos 195.129 pontos.

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No acumulado da semana, o dólar apresentou queda de 1,87%. No mês, a moeda americana recuou 2,24%. No ano, a desvalorização acumulada é de 7,76%.

O Ibovespa acumulou valorização de 2,23% na semana. No mês, o avanço foi de 2,55%. No ano, o índice registra alta de 19,31%.

O IPCA acumulado em 12 meses chegou a 4,14%. Os números ficaram acima das projeções dos economistas, que esperavam alta de 0,7% no mês e 4% no acumulado anual. Em março de 2025, o indicador havia subido 0,56%.

A inflação permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, a meta passou a ser contínua. O cumprimento é avaliado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

Inflação nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor subiu 0,9% em março. Em fevereiro, o indicador havia registrado alta de 0,3%. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 3,3%, conforme a expectativa dos economistas.

As bolsas norte-americanas abriram em campo positivo após a divulgação dos dados. Na abertura do pregão, o Dow Jones subia 0,03%, aos 48.199,39 pontos. O S&P 500 avançava 0,21%, para 6.839,24 pontos. O Nasdaq tinha alta de 0,40%, aos 22.913,91 pontos.

No continente europeu, as principais bolsas também operavam em alta. O índice STOXX 600 subia 0,63%. Na França, o CAC 40 avançava 0,83%. O DAX, da Alemanha, ganhava 0,71%. No Reino Unido, o FTSE 100 tinha alta de 0,24%.

Nas bolsas asiáticas, os mercados fecharam majoritariamente em alta. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,55%, aos 25.893 pontos. O SSEC, em Xangai, avançou 0,51%, aos 3.986 pontos. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 1,54%, aos 4.636 pontos. No Japão, o Nikkei avançou 1,84%, aos 56.924 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi registrou valorização de 1,40%, aos 5.858 pontos.

Leia mais: IPCA sobe 0,88% em março no Brasil e inflação fica acima das projeções dos analistas

Oriente Médio e petróleo

EUA e Irã se preparam para iniciar negociações de paz. As conversas podem encerrar a guerra no Oriente Médio. As negociações acontecem após um cessar-fogo anunciado na terça-feira. O acordo prevê uma pausa de duas semanas nos ataques de EUA e Israel. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz.

O acordo apresentou fragilidades. Há registros de violações. A manutenção de um fechamento “de facto” do Estreito de Ormuz persiste. A rota é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo mundial. Os preços da commodity seguem em alta.

Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o Brent subia cerca de 1%, negociado pouco abaixo de US$ 97 por barril. O WTI avançava 0,7%, para cerca de US$ 98,50.

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