O presidente Lula defendeu que o Brasil crie estoques estratégicos de petróleo, alimentos e produtos nacionais não perecíveis para enfrentar crises internacionais e conter movimentos especulativos do mercado. A declaração foi feita durante visita à Refinaria Gabriel Passos, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), onde o petista afirmou que o governo tem atuado para proteger a economia brasileira das altas nas importações e investir na formação dessas reservas para garantir soberania em cenários de conflito ou instabilidade global, como a atual tensão envolvendo o Irã.
Na avaliação do Palácio do Planalto, a medida pode blindar o país e reduzir a dependência externa, evitando que o Brasil precise importar petróleo de países vizinhos ou recorrer a outros mercados em momentos de crise.
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Para Lula, é inadmissível que o Brasil, com sua capacidade produtiva, fique à mercê de flutuações externas e precise recorrer a países vizinhos para suprir demandas básicas de energia. Segundo ele, o cenário de incertezas no Oriente Médio serve de alerta para o abastecimento de combustíveis.
“Nós não estamos em guerra com o Irã”, afirmou Lula. “Não é possível que a gente vá pedir uma xícara de petróleo para a Bolívia, Uruguai ou Paraguai”, acrescentou o presidente.
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A estratégia detalhada pelo governo vai além dos derivados de petróleo e também prevê a formação de estoques de arroz, milho, feijão e outros alimentos, além de produtos nacionais não perecíveis e reservas ligadas à proteção cambial. A proposta é estabilizar preços, reduzir pressões inflacionárias e evitar desabastecimento em momentos de crise.
Veja o momento em que Lula fala sobre o assunto:




