O Mercado Livre destinará R$ 57 bilhões ao mercado brasileiro em 2026. A empresa com sede no Uruguai divulgou o plano de investimentos nesta terça-feira (24/03). O valor representa crescimento de 50% em relação ao montante aplicado em 2025.
O Brasil é o principal mercado da companhia em termos de receita. O país representa mais da metade do faturamento total do Mercado Livre. México e Argentina ocupam a segunda e terceira posições.
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Os recursos serão direcionados para três áreas principais. A empresa vai expandir a infraestrutura logística. A plataforma de marketplace de comércio eletrônico será fortalecida. A carteira de crédito do Mercado Pago, a fintech da companhia, será ampliada.
A companhia planeja abrir 14 centros de distribuição do tipo “fulfillment” no país ao longo de 2026. O total de unidades chegará a 42. A empresa não divulgou a localização exata dos novos centros.
O Mercado Livre criará cerca de 10 mil empregos em 2026 no Brasil. As vagas terão foco em logística, serviços financeiros e tecnologia. O número total de trabalhadores no país ultrapassará 70 mil pessoas até o final do ano.
Em janeiro deste ano, a plataforma de comércio eletrônico demitiu 119 funcionários na América Latina. Desse total, 38 trabalhavam no Brasil. À época, a empresa afirmou que se tratava de medida pontual que não alterava a estratégia de crescimento. Os cortes estariam relacionados ao avanço da inteligência artificial na companhia.
Estudo do EBANX em parceria com a World Data Lab projeta crescimento de 104% nos gastos online dos brasileiros até 2036. A estimativa supera a média de crescimento dos gastos totais, de 66%, considerando compras físicas e digitais.
Os brasileiros destinam 11,5% dos gastos em compras no comércio eletrônico. O percentual é superior ao de consumidores nos Estados Unidos (9,1%), Holanda (9%), França (6,9%), Alemanha (6,4%) e Itália (5,4%). A projeção indica que em dez anos esse percentual no Brasil alcançará 15,2%.
No início deste mês, a companhia anunciou investimentos de US$ 3,4 bilhões na Argentina para 2026. O país é o terceiro maior mercado da empresa em receita.




