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Petróleo em alta pode pressionar preços e logística no Brasil

Especialista aponta reflexos nos combustíveis, transporte e custos de produção

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Divulgação/Petrobras)

A cotação internacional do petróleo voltou a ganhar destaque no mercado nesta sexta-feira (06/03) ao ultrapassar a marca de US$ 90 por barril. A valorização foi impulsionada pelas preocupações de investidores com possíveis impactos no abastecimento global, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, que já dura sete dias. O cenário reacende o alerta sobre efeitos em cadeia na economia mundial, especialmente em combustíveis, transporte, inflação e custos de produção.

“A referência internacional do petróleo do tipo Brent crude oil voltou a atingir patamares elevados, refletindo um conjunto de fatores que inclui tensões geopolíticas, cortes na produção e expectativa de aumento da demanda global. Países integrantes da Organization of the Petroleum Exporting Countries (OPEP) e seus aliados têm mantido uma estratégia de controle da oferta, reduzindo a produção com o objetivo de sustentar os preços no mercado internacional”, afirma Marina Prieto, professora e coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Estácio.

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Segundo a especialista, o cenário geopolítico exerce papel central no comportamento do mercado de petróleo. “Entre os fatores que ajudam a explicar essa alta está justamente o contexto de instabilidade em regiões produtoras, principalmente no Oriente Médio, o que gera temor de interrupção no fornecimento global. Além disso, sanções econômicas e disputas comerciais também influenciam diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda.”

No Brasil, as oscilações do petróleo no exterior costumam ter reflexo direto no preço dos combustíveis, já que a política de preços da Petrobras considera as condições do mercado internacional. “Esse movimento pode provocar impactos relevantes na inflação. A alta dos combustíveis eleva o custo do transporte de mercadorias e serviços, afetando diversas cadeias produtivas. Como consequência, alimentos, produtos básicos e serviços podem sofrer reajustes, pressionando o orçamento das famílias brasileiras”, destaca Marina.

Mesmo com o avanço das fontes de energia renovável, o petróleo segue sendo um insumo essencial para a economia mundial. Para a professora, a volatilidade da commodity deve continuar influenciando o cenário econômico global nos próximos anos, sendo monitorada de perto por governos, empresas e investidores.

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