O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (30/01) que a taxa média de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025. Este é o menor patamar registrado desde 2012, quando teve início a série histórica da pesquisa. O índice apresentou queda de 1,0 ponto percentual em comparação com 2024, quando estava em 6,6%.
No último trimestre do ano passado, o desemprego atingiu 5,1%, consolidando a tendência de queda observada ao longo de 2025. Em relação a 2019, período anterior à pandemia, a redução foi ainda mais expressiva, com recuo de 6,2 pontos percentuais.
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O contingente de pessoas ocupadas alcançou a marca histórica de 103 milhões em 2025, representando aumento de 1,7% em relação ao ano anterior. Na comparação com 2012, o crescimento foi de 15,4%, quando havia 89,3 milhões de trabalhadores no mercado.
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 59,1% em 2025. Este indicador avançou 0,5 ponto percentual em relação a 2024 (58,6%) e superou o patamar de 58,1% observado em 2012.
A população desocupada diminuiu para 6,2 milhões de pessoas em 2025, o que representa uma redução de aproximadamente 1 milhão de trabalhadores ou 14,5% em comparação com os 7,2 milhões registrados em 2024.
No mercado formal, o número de empregados do setor privado com carteira assinada cresceu 2,8% em 2025, atingindo 38,9 milhões de pessoas, o maior patamar desde o início da série em 2012. Por outro lado, o contingente de trabalhadores sem carteira assinada recuou 0,8%, totalizando 13,8 milhões de pessoas.
A taxa anual de subutilização da força de trabalho foi estimada em 14,5% em 2025, com recuo de 1,7 ponto percentual em comparação com 2024 (16,2%). Em 2019, este indicador estava em 24,4%, enquanto em 2014 era de 15,8% e em 2012 registrava 18,6%.
A população subutilizada somou 16,6 milhões de pessoas em 2025, queda de 10,8% em relação ao ano anterior. Apesar da redução, este número ainda permanece 2,0% acima do menor nível da série, registrado em 2014, com 16,3 milhões.
O contingente de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas chegou a 4,6 milhões em 2025, redução de 7,0% em comparação com 2024. A população desalentada foi estimada em 2,9 milhões de pessoas, queda de 9,6% em relação ao ano anterior. O maior contingente de desalentados da série foi registrado em 2021, com 5,5 milhões de pessoas, enquanto o menor ocorreu em 2014, com 1,6 milhão.
O rendimento médio habitual dos trabalhadores brasileiros atingiu R$ 3.560 em 2025, representando aumento de 5,7% em comparação com 2024, equivalente a um ganho médio de R$ 192. Na comparação com 2012, o avanço acumulado chega a 15,5%.
A massa de rendimento real habitual somou R$ 361,7 bilhões em 2025, o maior valor da série histórica, com crescimento de 7,5% em comparação com 2024, acréscimo de R$ 25,4 bilhões.
Entre os setores econômicos, o segmento de informação, comunicação e atividades financeiras registrou o maior crescimento percentual de ocupados, com alta de 6,8% em 2025, chegando a 13,4 milhões de pessoas. Na comparação com 2012, o setor acumula crescimento de 40,1%, incorporando mais 3,8 milhões de trabalhadores.
O comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas manteve-se como o setor com maior número absoluto de ocupados, totalizando 19,5 milhões de pessoas em 2025, com crescimento de apenas 0,3% em relação a 2024.
A administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais permaneceu como o segundo maior empregador em 2025, com 19 milhões de ocupados, apresentando crescimento de 5% em comparação com 2024.
No setor da construção, houve queda de 3,9% em 2025, com redução de 302 mil ocupados. Na indústria geral, houve aumento de 2,3% no número de ocupados entre 2024 e 2025, alcançando 13,3 milhões de trabalhadores. Na agropecuária, verificou-se crescimento de 1,1% em 2025, com o total de ocupados chegando a 7,9 milhões. Os serviços domésticos registraram retração de 4,1% em 2025, passando a empregar 5,7 milhões de pessoas.
A taxa anual de informalidade apresentou queda, passando de 39,0% em 2024 para 38,1% em 2025, indicando melhora na estrutura do mercado de trabalho brasileiro.
