Tesouro libera R$ 12 bi para reestruturação dos Correios com garantia federal

Empréstimo aprovado com taxa de 115% do CDI economizará R$ 5 bilhões para estatal em comparação à proposta anterior rejeitada pelo governo

Por Redação TMC | Atualizado em
Tesouro Nacional aprovou operação com juros de 115% do CDI após entrada da Caixa no consórcio de cinco bancos que financiarão a estatal. (Foto: Reprodução/TV Globo)

O Tesouro Nacional deu aval para um empréstimo de R$ 12 bilhões destinado aos Correios, com garantias do governo federal. A aprovação ocorreu nesta quinta-feira (18), estabelecendo taxa de juros de 115% do CDI, abaixo do limite máximo de 120% definido pelo órgão. A operação integra o plano de reestruturação da empresa pública federal.

A proposta aprovada pelo Tesouro “atendeu aos requisitos para análise de capacidade de pagamento para empresas estatais com plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes”, conforme nota oficial divulgada. Caso os Correios não consigam honrar os pagamentos, o Tesouro Nacional assumirá a responsabilidade pela dívida.

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De acordo com o comunicado, a operação representa economia de R$ 5 bilhões em juros para os Correios, comparada à proposta anterior que havia sido negada pelo Tesouro. A redução da taxa foi possível após a Caixa Econômica Federal juntar-se ao grupo de bancos participantes.

O próximo passo será a formalização dos contratos. Segundo o Tesouro, “as minutas contratuais serão negociadas entre as partes envolvidas, sob supervisão da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e do Tesouro Nacional.”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia adiantado no início da semana que a avaliação do plano de reestruturação dos Correios seria concluída até sexta-feira (19). Em encontro com jornalistas realizado ontem, o ministro afirmou que a estatal precisará se reestruturar por meio de parcerias com empresas públicas e privadas para manter sua competitividade.

Cinco instituições financeiras compõem o consórcio que apresentou a proposta aprovada: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander e Caixa Econômica Federal. A entrada da Caixa no grupo foi determinante para a redução da taxa de juros.

A primeira tentativa de empréstimo havia sido rejeitada semanas atrás, quando a taxa proposta ultrapassava o limite estabelecido pelo Tesouro Nacional.

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