O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de quinta-feira (12/03), o início de investigações contra 60 países, entre eles o Brasil, de produtos que estejam entrando no mercado americano e que estejam supostamente sendo beneficiados por mão de obra escrava.
Ou seja, produtos sendo produzidos por trabalho forçado que, reduz o custo daquele produto, aumentando supostamente a competitividade daquele produto, já que eles concorrem contra produtos americanos.
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O problema é que essa é uma definição extremamente complicada. No caso brasileiro, há dados do próprio Ministério do Trabalho mostrando que mais de 2 mil pessoas foram retiradas de uma situação análoga à escravidão, principalmente no campo.
Sem dúvida, isso existe, isso é uma realidade do nosso país. A questão é saber se isso vai ser utilizado de fato para combater o trabalho escravo ou se é um argumento para erguer barreiras contra o Brasil ou outros países.
Primeiro, os americanos vão para o Brasil fazer as inspeções? Acho que não é o caso. Segundo, será que a barreira contra um produto é a melhor forma de combater o trabalho análogo à escravidão?
Todas essas perguntas estão sendo colocadas e agora o governo norte-americano vai investigar quem é que está usando o trabalho escravo na exportação de produtos para os Estados Unidos.
E quem for descoberto nessa situação será sobretaxado. A questão que também fica é se essa é uma investigação de fato ou é mais uma manobra de Donald Trump para chantagear e obter alguma vantagem sob outros países.