Acadêmicos de Niterói é rebaixada após desfile com enredo sobre Lula no carnaval

A Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Lula, foi rebaixada no carnaval do Rio de Janeiro. A escola, que havia conquistado acesso ao Grupo Especial no ano passado, foi a primeira a desfilar no domingo (15/2) com o samba-enredo “Do alto do mungulu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. […]

Por Redação TMC | Atualizado em
Lula e sambista durante desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói
(Foto: Eduardo Hollanda/Rio Carnaval)

A Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Lula, foi rebaixada no carnaval do Rio de Janeiro.

A escola, que havia conquistado acesso ao Grupo Especial no ano passado, foi a primeira a desfilar no domingo (15/2) com o samba-enredo “Do alto do mungulu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O presidente acompanhou a homenagem a partir de um camarote no Sambódromo.

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Na apuração, recebeu poucas notas máximas nos nove quesitos avaliados durante a apuração realizada na tarde de hoje. A Acadêmicos de Niterói terminou a apuração em último lugar, com 264.6 pontos, e vai disputar novamente o Grupo de Acesso no próximo ano.

Retorno à divisão de acesso

Com o resultado negativo, a Acadêmicos de Niterói disputará a Série Ouro no Carnaval 2027, buscando nova oportunidade de ascensão ao Grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro.

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Desfile e polêmicas

O desfile em homenagem ao presidente Lula contou a trajetória do político, da infância no Nordeste à chegada ao Palácio do Planalto. O enredo passou pela migração da família para São Paulo, o período como mecânico, a atuação no movimento sindical e a eleição à Presidência da República.

A encenação também incluiu personagens que remetiam ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e aos ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

O enredo foi cercado por polêmicas e ao menos dez ações judiciais que buscavam impedir a realização do desfile e questionavam o enredo por considerá-lo possível propaganda eleitoral fora do período permitido pela legislação brasileira, que estabelece o início das campanhas apenas a partir de 16 de agosto. Os processos tramitaram em diferentes instâncias, incluindo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O TSE analisou o caso em plenário e, por unanimidade, negou liminar para proibir o desfile, entendendo que tal medida poderia configurar censura prévia. Os ministros destacaram, entretanto, que condutas observadas na Avenida poderiam ser avaliadas posteriormente.

Multa antes da apuração

A Acadêmicos de Niterói recebeu uma multa de R$ 80 mil da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) por falhas na retirada de seus carros alegóricos da Sapucaí.

A dificuldade na dispersão dos carros alegóricos da Acadêmicos de Niterói, que abriu os desfiles do domingo (15/2), provocou um efeito cascata que prejudicou as apresentações das escolas seguintes. 

A Imperatriz Leopoldinense, segunda escola a se apresentar naquela noite, foi diretamente afetada pela situação. A Portela, que desfilaria na sequência, teve seu horário atrasado em mais de uma hora. A Mangueira, última agremiação da noite, prevista para entrar na avenida às 2h30, só iniciou seu desfile por volta das 4h da manhã, terminando sua apresentação ao amanhecer.

A multa não resultou em perda de pontos na apuração.

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