Rapper Afroman vence processo contra policiais que invadiram sua casa

Rapper usou as imagens de segurança da própria casa para criar videoclipes ironizando a operação policial

Por Redação TMC | Atualizado em
Cena do clipe "Lemon Pound Cake", do rapper Afroman

O rapper Joseph Foreman, conhecido como Afroman, venceu um processo de difamação movido por sete policiais do condado de Adams, em Ohio, nos Estados Unidos. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (18/03).

Os agentes processaram o artista após ele criar músicas e videoclipes usando imagens de câmeras de segurança de quando sua casa foi invadida em uma operação policial realizada em 2022.

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Os policiais pediam conjuntamente indenização de quase US$ 4 milhões (cerca de R$ 21 milhões) em danos morais. A Justiça negou o pedido.

Operação policial e criação dos videoclipes

Em 2022, um mandado judicial autorizou uma operação na residência do rapper em Winchester, cidade localizada a cerca de 80 quilômetros de Cincinnati. O documento indicava investigação sobre drogas e sequestro. Nenhuma acusação foi formalizada contra Afroman após a operação.

O artista de 51 anos, indicado ao Grammy pela canção “Because I got high”, utilizou gravações do sistema de vigilância de sua própria casa para criar videoclipes. As imagens registraram agentes armados com fuzis arrombando a porta, revistando sapatos e bolsos de ternos, além de olharem para um bolo sobre a mesa da cozinha.

Foreman transformou essas cenas em material para composições musicais. Uma das faixas criadas foi “Lemon pound cake” (“Bolo de limão”). Os vídeos ultrapassaram 3 milhões de visualizações no YouTube.

Motivação do rapper

Afroman criou as músicas para cobrir prejuízos causados pela operação. A ação policial danificou um portão e a porta da frente de sua residência. O rapper também mencionou o desaparecimento de US$ 400 durante a operação.

Em depoimento, Foreman declarou: “Toda a operação foi um erro. A culpa é toda deles. Se não tivessem invadido minha casa injustamente, não haveria processo”. O artista complementou: “Eles não estariam no meu sistema de vigilância e não haveria músicas, nada.”

O rapper relatou que a operação traumatizou seus filhos, que tinham 10 e 12 anos na época. Ele defendeu seu trabalho com base na Primeira Emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão. Durante o julgamento, vestindo um terno com a estampa da bandeira dos Estados Unidos, afirmou que tinha o direito de contar aos amigos e fãs o que a polícia havia feito.

Conteúdo das músicas

A letra de “Will You Help Me Repair My Door?” (“Você vai me ajudar a consertar minha porta?”) questiona os policiais diretamente: “Encontraram o que estavam procurando?/Aceitam uma fatia de bolo de limão?/Podem levar o quanto quiserem/Deve ser um grande engano”. O videoclipe mostra um agente segurando uma arma ao lado do suporte de bolo na cozinha de Afroman.

Na sequência, ele canta: “O mandado dizia: ‘Narcóticos e sequestro’/Tá brincando? Eu ganho meu dinheiro rimando” e “Vocês, policiais corruptos, precisam parar / Não há vítimas de sequestro nos bolsos do meu terno”, enquanto as imagens mostram os agentes revistando seu closet.

Afroman chamou os agentes de “policiais corruptos” devido ao desaparecimento de dinheiro durante a operação. Ele declarou: “Policiais não deveriam roubar dinheiro de civis”. O artista acrescentou: “Tudo isso é um absurdo.”

Durante o julgamento, os policiais do condado de Adams choraram. Eles alegaram que sofreram assédio público devido aos vídeos. Os agentes disseram em seus depoimentos que as músicas os ridicularizaram.

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