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Autor Manoel Carlos falece aos 92 anos após batalha contra Parkinson

Conhecido por criar personagens chamadas Helena em suas novelas, ele deixa duas filhas e um legado de obras que retratavam conflitos familiares

Por Redação TMC | Atualizado em
O autor de novelas Manoel Carlos
Câmera Fotográfica (Foto: Alex Carvalho/Divulgação)

Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. O autor de novelas enfrentava a Doença de Parkinson nos últimos anos e estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana. A família confirmou o falecimento, mas não divulgou a causa específica da morte. O velório será realizado de forma reservada, restrito a familiares e amigos próximos.

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Em nota, os familiares agradeceram as manifestações de carinho e pediram respeito à privacidade neste momento de luto.

Conhecido como Maneco, Manoel Carlos foi um dos principais autores da teledramaturgia brasileira. Sua obra ficou marcada por histórias ambientadas no Rio de Janeiro, com foco em conflitos familiares, relações afetivas e dilemas cotidianos. Ao longo da carreira, construiu um estilo reconhecido pelo realismo e pela atenção às relações humanas.

Um dos traços mais conhecidos de suas novelas foi a criação das personagens chamadas “Helenas”, protagonistas femininas que atravessaram diferentes obras e se tornaram uma marca registrada do autor. As Helenas foram interpretadas por atrizes como Regina Duarte, Vera Fischer, Christiane Torloni, Taís Araújo e Julia Lemmertz, entre outras.

Manoel Carlos iniciou sua trajetória profissional ainda jovem e trabalhou em diversas emissoras antes de se consolidar na TV Globo, onde passou a atuar a partir dos anos 1970. Na emissora, escreveu novelas, minisséries e seriados que alcançaram grande repercussão junto ao público. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão História de Amor, Por Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Páginas da Vida e Em Família, sua última novela, exibida em 2014.

Além das novelas, também foi autor de minisséries como Presença de Anita e Maysa – Quando Fala o Coração. Em entrevistas, costumava afirmar que buscava retratar sentimentos universais, como amor, ciúme, inveja e afeto, a partir de situações comuns às famílias brasileiras.

O autor deixa duas filhas vivas, a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, além de outros três filhos que morreram anteriormente. Até o momento, não há informações sobre homenagens públicas.

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