O cantor porto-riquenho Benito Antonio Martínez Ocasio, conhecido como Bad Bunny, fez sua primeira apresentação no Brasil na noite desta sexta-feira (20/02). O artista de 31 anos levou a turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” ao Allianz Parque, em São Paulo, com ingressos esgotados.
A estreia brasileira acontece após o cantor se apresentar no Super Bowl, nos Estados Unidos, e conquistar o Grammy de Melhor Álbum, entre outros prêmios.
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O espetáculo apresentou uma estrutura dividida em atos que se afasta da pirotecnia comum em megashows. Bad Bunny utilizou dois palcos: o principal e uma estrutura secundária chamada “Casita”. A apresentação se sustentou na performance do rapper, na participação da plateia e nas imagens exibidas no telão.
A turnê representa uma homenagem nostálgica a Porto Rico. O show se posiciona contra a gentrificação e a influência americana no país caribenho. Bad Bunny é o artista mais ouvido no Spotify em quatro dos últimos cinco anos.
A “Casita” reproduz uma varanda de casa porto-riquenha. Nessa estrutura, Bad Bunny recriou uma festa de rua intimista. Durante a performance nesse palco, o cantor vestiu a camisa da seleção brasileira, mais especificamente o uniforme da Copa do Mundo 1962, quando o Brasil conquistou o bicampeonato mundial.
O palco baixo da “Casita” dificultou a visualização para quem não estava próximo à grade. A maioria do público acompanhou essa parte pelo telão. A situação melhorou quando o artista subiu a escada e foi para o teto da estrutura.
A sequência de músicas na “Casita” trouxe o momento mais dançante da noite. O repertório incluiu sucessos como “Yo Perreo Sola” e “Tití Me Preguntó”.
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Interação com o público
Bad Bunny dirigiu-se ao público em espanhol no início do show. “Não sabia o que esperar, não sabia que teria tanta gente linda aqui”, disse o cantor. Em seguida, ele falou em português: “Estou muito feliz. Finalmente realizei meu sonho de visitar o Brasil. Obrigado por isso.”
O artista adotou uma postura menos incisiva do que em premiações como o Grammy. Nessas ocasiões, ele costuma fazer discursos centrados e diretos a favor dos direitos LGBT e contra a política de imigração dos EUA. “Este show se trata da união do Brasil com Porto Rico e a América Latina”, explicou antes do hit “Baile Inolvidable”.
Ele completou que a apresentação era para “dançar, brincar, rir e chorar”. Posteriormente, voltou a falar da união dos dois países: “Nunca vamos nos esquecer desta noite. Obrigado por receberem a cultura de Porto Rico… nós somos brasileiros e vocês são porto-riquenhos.”
Bad Bunny realiza sua segunda apresentação no Brasil neste sábado (21/02). O show também acontece no Allianz Parque, em São Paulo, também com ingressos esgotados.
