A escola de samba Colorado do Brás apresentou o carro alegórico “A Convenção das Bruxas” durante seu desfile no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, na madrugada deste sábado (14/02). A alegoria, que foi a terceira da apresentação, reuniu personagens bruxas famosas da cultura popular como parte do enredo “A Bruxa Está Solta – Senhoras do Saber Renascem na Colorado”.
O desfile aconteceu durante as apresentações das escolas de samba paulistanas no tradicional palco do carnaval de São Paulo. A Colorado foi a segunda agremiação a cruzar o Sambódromo, pela primeira noite do Grupo Especial do Carnaval SP 2026, enfrentando o desafio de uma pista ainda úmida devido ao temporal que causou atraso no início das apresentações.
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O terceiro carro da Colorado do Brás congregou personagens emblemáticas como Glinda e Elphaba, do musical Wicked, a Cuca do folclore brasileiro, a Bruxa do 71 do seriado Chaves e a vilã Úrsula de A Pequena Sereia. A atriz Fabi Bang, intérprete brasileira da personagem Glinda, também ganhou representação na alegoria.
A escola optou por este tema para celebrar a energia feminina e o poder das bruxas, apresentando uma narrativa que sugere um encontro entre diferentes gerações destes personagens.
O enredo “A Bruxa Está Solta – Senhoras do Saber Renascem na Colorado” norteou toda a apresentação da agremiação no Sambódromo. A proposta temática integrou elementos da cultura popular e referências históricas relacionadas ao universo mágico, buscando desmistificar a imagem negativa das bruxas e apresentá-las como detentoras de saberes ancestrais, curandeiras e mulheres que foram perseguidas por sua inteligência e independência.
A comissão de frente impressionou com o “Ritual do Conhecimento”, onde componentes interagiam com elementos que simbolizavam a natureza e a alquimia, enquanto o Abre-Alas trouxe grandes caldeirões e esculturas de divindades ligadas à sabedoria, com efeitos de fumaça e LEDs em tons de roxo e verde.
O desfile foi dividido em setores que exploraram as curandeiras e seu uso de ervas, a Inquisição como período de perseguição, e o Renascimento, celebrando a mulher moderna. A bateria “Ritmo Respeitoso” manteve a cadência perfeita para o samba-enredo, que foi cantado com entusiasmo pela comunidade, especialmente durante o refrão que exaltava a liberdade feminina.
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