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“Frio na barriga”; diz Carla Madeira sobre adaptação de seu livro “Véspera”

Em entrevista à TMC, a autora reflete sobre sua trajetória na literatura e a emoção de ver seus personagens ganharem rostos no streaming

Considerada um dos maiores fenômenos da literatura brasileira contemporânea, Carla Madeira é mestre em traduzir o invisível. Dois dos seus livros que figuram no topo das listas de mais vendidos, “Tudo é Rio”, “Véspera” e “A Natureza da Mordida”, agora percorrem um novo caminho, o do audiovisual.

O livro “Véspera” já teve as gravações encerradas e terá estreia em breve na HBO Max, com Bruna Marquezine e Gabriel Leone no elenco da série, que deve ter oito episódios. Seu outro best-seller “Tudo é Rio” também está no processo para ir para a telona, como ela contou em entrevista à TMC. A conversa com Carla Madeira faz parte da programação especial da TMC em homenagem ao Dia das Mulheres, confira:

Uma vida dedicada à linguagem

Para Carla, a escrita não surgiu como um plano de carreira, mas como uma extensão natural de uma vida imersa na arte. “Eu trabalho com linguagem desde muito novinha, desde criança. Seja através da música, lendo ou escrevendo, eu sempre tive uma proximidade muito grande com a criação”, revela.

Antes de se consolidar como escritora, Carla trilhou um caminho sólido na comunicação. “Eu me formei publicitária, trabalhei muitos anos com a comunicação e de uma certa forma com isso eu dava vazão a esse desejo de criar”, explica. No entanto, o chamado para uma expressão mais íntima falou mais alto: “Depois comecei a sentir falta de um espaço subjetivo, mais autoral, e comecei a escrever muito despretensiosamente”.

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O sucesso, segundo ela, foi uma consequência orgânica desse mergulho: “Eu não tinha um propósito de que seria escritora e isso foi acontecendo na medida que eu fui vivendo essa experiência, me apaixonando por ela e sentindo uma resposta também das pessoas que leram meus livros”.

Dos livros para o cinema: o “frio na barriga” de Véspera e Tudo é Rio

Os leitores de Carla Madeira em breve poderão ver seus personagens favoritos em carne e osso. A adaptação do livro “Véspera” para o cinema já é uma realidade, e “Tudo é Rio” segue o mesmo caminho, com a mesma produtora (Boutique Filmes).

Para uma autora que dedica de três a quatro anos à construção de uma obra, ver esse universo se transformar é uma experiência de desapego e encantamento. “No caso de Véspera, eu tive uma participação bem próxima como consultora e nos roteiros. É uma experiência muito rica, muito diferente, com equipes maravilhosas. É um frio na barriga”, confessa Carla.

Ela destaca a diferença fundamental entre as mídias: “O cinema é uma linguagem muito diferente da literatura. No livro, tem mais tempo e possibilidade de aprofundar. O audiovisual vai precisar fazer um recorte”.

Para Carla, o público não deve buscar uma cópia fiel, mas uma nova experiência artística: “Se a gente entra aberto para essa experiência é muito legal, porque você vive duas experiências diferentes, mas que de repente mobilizam reflexões parecidas”. Ela, particulamente, afirma que acolhe a diferença entre o filme e o livro: “Eu gosto muito de ter essa experiência, de poder transitar entre o livro e o filme, é uma riqueza. Entender o recorte foi feito, o que aquele artista que fez a adaptação entendeu como essencial”.

Um dos pontos mais sensíveis da adaptação é a materialização do que antes era apenas imaginado. A transição para a tela traz concretude a esse imaginário. “O bonito da literatura é que cada um lê, cada um imagina a partir da sua objetividade que voz é aquela, que rosto é aquele. E quando você vai para o cinema, aquilo fica concreto, aquilo tem um rosto, um cenário, uma voz. Mas é muito emocionante, é um frio na barriga bom. É confiar que são outros artistas e que eles estão fazendo um bom trabalho na arte deles”.

A arte como ressonância e o encontro no “Fronteiras do Pensamento”

Carla Madeira acredita que a força de sua obra reside na liberdade da criação subjetiva. Para ela, um artista não pode criar pensando apenas no sucesso ou na resposta do público: “A gente tem que pensar na obra artística como uma experiência de adesão e subjetividade do artista. Se você abandonar aquilo que você considera importante, você acaba não fazendo uma obra que expresse sua subjetividade”.

Essa autenticidade nas obras de Carla Madeira tem atraído um público diversificado e renovado: “Eu tenho encontrado muitos leitores jovens, acho que tenho contribuído de alguma maneira para algumas pessoas se aproximarem da literatura. É maravilhoso”, comemorou a escritora em entrevista à TMC.

Carla Madeira será uma das vozes de destaque no evento Fronteiras do Pensamento, evento que a TMC apoia, em uma edição especial em homenagem ao Dia das Mulheres. O encontro será no domingo (8/3) e terá a presença também de Bárbara Paz, Socorro Acioli e Cris Naumovs, em um debate sobre como processos criativos atravessam memória, sensibilidade e intuição.

Veja mais no Youtube da TMC:

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