A autora Manuela Dias quebrou o silêncio e revelou os bastidores de uma das decisões mais emblemáticas do remake de Vale Tudo: a escolha de manter a vilã Odete Roitman viva no final da trama. A novela das nove da TV Globo chegou ao fim trazendo um desfecho completamente diferente da versão original de 1988, o que segue gerando debate entre os telespectadores.
Em entrevista à Rádio Metrópole, a dramaturga de 49 anos admitiu que chegou a cogitar um fim trágico para a personagem — vivida nesta nova versão por Debora Bloch —, mas optou por usar a sobrevivência da vilã como uma forte crítica social.
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“A elite não morre. A elite e o poder instituído mudam para continuar igual. É como o capitalismo. Para mim, fez todo sentido que a Odete ficasse viva”, explicou Manuela. “Eu quis oferecer para o público todo o cardápio das possibilidades, mas a elite não morre”.
Críticas do público e mudanças na novela
O mistério sobre “Quem matou Odete Roitman?” marcou a história da teledramaturgia brasileira, e a alteração da trama original dividiu opiniões nas redes sociais. No entanto, Manuela Dias afirmou não se abalar com as reclamações do público e destacou que a reação acalorada demonstra o sucesso e o engajamento da novela.
“Reclamar quer dizer se importar. A novela foi propondo esse jogo. Não faria sentido fazer uma novela toda igual”, pontuou a autora.




