Marjorie Estiano abriu o jogo sobre uma das escolhas mais pessoais da sua vida: a decisão de não ter filhos. Em entrevista ao podcast ‘Isso Não É uma Sessão de Análise’, a atriz contou que essa postura tem raízes na relação turbulenta que viveu com a mãe, Marilene Oliveira, durante a juventude.
“Nunca (pensei nisso). Acho que talvez por ter esse ambiente mais bélico com a minha mãe, eu falei: ‘Não quero ter filhos. Não é bom isso, isso não é legal, não quero ter’. […] Sou uma mulher prática, objetiva: não quero ter filhos, não quero ter descendentes”, disse a atriz.
A tensão entre as duas chegou a um ponto de ruptura quando Estiano decidiu se mudar para São Paulo. A mudança foi contra a vontade de Marilene, e as duas ficaram um período sem se falar.
“O núcleo familiar tem muitos vícios de infância, de outras fases e projeções que são difíceis de atualizar. O núcleo familiar, para mim, é um caixa de pandora, fico tentando entender, porque está envolta sempre em uma roupinha de uma moralidade, de amor incondicional, e acho que é o núcleo mais ‘hardcore’ (complicado, difícil) que tem”, pontuou.
Mas o distanciamento não ficou só na relação com a mãe. A atriz contou que passou a rejeitar tudo que fosse romântico ou afetivo nas suas relações em geral. Ela se descrevia como prática e objetiva — alguém que não queria filhos nem vínculos sentimentais mais profundos.
O que a terapia revelou
Foi no processo de análise com a psicóloga que Estiano começou a entender o que estava por trás desse comportamento. Ela percebeu que a rejeição ao romantismo era, na verdade, uma defesa. No fundo, disse a atriz, ela desejava esse lugar afetivo — mas não sabia como chegar até ele.
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Estiano ainda defendeu a terapia como algo essencial. Ela afirmou que o autoconhecimento deveria andar lado a lado com disciplinas básicas como português e matemática — e que talvez fosse até mais importante do que elas para viver bem em sociedade.




