Com quatro décadas de trajetória na imprensa esportiva, Luiz Andreoli revelou nesta quinta-feira (5/02), em entrevista ao programa Sobremesa, da TMC, bastidores de histórias com figuras como Ayrton Senna e Renato Gaúcho.
Andreoli foi um dos primeiros a entrevistar o então jovem piloto, que viria a se sagrar tricampeão da Fórmula 1. “O Senna já aprontou comigo e mandei ele tomar ‘naquele lugar’. O Senna era um cara mimado, filho de rico e tal”, contou.
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“Na época, eu fazia reportagem e apresentava o Globo Esporte. Eu saía (para a reportagem) e voltava voando. E, para falar com o Senna, eu tinha que ir em Guarulhos. Um dia ele me deu um baile, foi para a Cantareira e, quando eu consegui achá-lo, disse que não queria mais dar entrevista”, disse Andreoli.
A situação se resolveria na semana seguinte, de uma forma inesperada. “Fui numa churrascaria e um conhecido me colocou sentado na mesa do lado do Senna. Ele levantou, pediu desculpas para mim. Eu também pedi desculpas pelo palavrão e ele acabou me convidando para fazer o ‘open house’ da casa dele em Mônaco.”
Em outra oportunidade, Andreoli perguntou ao piloto se tinha medo de acidentes. “Você não tem medo de morrer?, perguntei a ele. ‘Eu nunca vou morrer na pista porque as cag***** só acontecem lá atrás, e eu estou na frente’, me falou o Senna. Ele nunca imaginou que o imponderável estava ali na frente dele.”
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As flores de Renato Gaúcho
Um dos virais mais famosos do mundo do futebol foi pensado por Andreoli na década de 80. No vídeo, Renato Gaúcho carrega flores e cita o suposto nome de suas namoradas em referência ao Dia dos Namorados.
“Eu estava em Minas Gerais (na concentração da seleção brasileira). Discutíamos com a equipe que matéria faríamos. Decidi comprar as flores e dar na mão de um jogador para ele mandar para a namorada, né? Aí tive a ideia de falar com o Renato para citar suas namoradas, uma brincadeira”, lembrou o jornalista.
“O Renato foi mestre. Estava de saco cheio dos companheiros de time porque era o mais novo e estava sendo feito de ‘escravo’ por eles. Então, ele falou o nome de todas as mães e mulheres dos jogadores. Era a mãe do Casagrande, a mãe do Sócrates… quando acabou o programa, os caras queriam matar ele. E essa história ficou para sempre.”
